Assim
no Céu como na Terra
A
vontade divina impera
Mas
por quantas mais eras
Afundam
os homens em querela?
A
paz é comprada
Como
mercadoria tratada
Pelos
fariseus
Que
se julgam acima dos seus
Na
guerra adiante
Do
outro lado, vem medicante
A
lamentar
Pela
coroa a usurpar
Pela
vaidade que sobre ele veio reinar
Fraco
como és
Incapaz
de verdadeiramente amar
Sustenta-te,
Eduardo, caminha por teus pés
Em
ilusões, eram profundamente
Agora,
criança, estão descontentes
Sem
terras, sem títulos
Sobrepujados
pelos inimigos
São
abandonados pelos amigos
Na
política dos tronos
Esquecem-se
os sonhos
Adormecem
os ensinamentos
Leis
de Deus caem no esquecimento
O
trono é simbólico
Mas
ontem abençoado foi apostólico
E
aquele que nele sentou
Com
frequência fracassou
E
agora pranteiam, como lastimam!
Reis
sem coroas, sem títulos, sem terras
Percebem
tarde demais
Do
que podiam ser capaz
Amado
Henrique, quanto eras está triste?
De
justas e um pouco
Todos
têm de louco
Nas
chuvas de fora
Contemplam
o agora
O
mendigo de hoje
Gastou
o que não devia
Chamado
a prestar contas,
De
nervoso João ria.
E
o povo ignorante
Aplaude
rei cantante
Que
guerreia e loureia
Falso
comandante.
De
que adianta tantas terras sobrepujar
Se,
caro Quinto, não soube a ti domesticar
Sequer
tentastes teu orgulho refrear?
Como
observador, poeta e trovador
Menina,
eu te digo,
Rei
nenhum merece teu amor.
O
dissabor gritante é
Para
aquele que não tem fé
Crês
em mim quando digo
Que
é melhor ser ralé.
Em
teus estudos vejas o sofrimento
Movido
pelo orgulho, causa de padecimento
De
homens que de nobre
Somente
tinham nome.
Mas
nada lamente
Se
na Terra monarquia há
É
que a humanidade ainda dela vem precisar
Para
se modificar
Desapegar
de etiquetas e imagens
Somente
para o orgulho imperar
Mascarando
a vaidade do que
O
inimigo não souberam amar
Agora
me despeço
Se
devo, não peço
Aqui
contemplar, meu passado a lamentar.
Tua
alma falará
Por
que causa vim falhar
Amada
amiga que no pretérito
Fiz-te
coroar.”
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