"Nas noites estreladas
Entre minhas caminhadas
Conforme me esclareci
Vi o quanto de Cristo
não conheci
Nas instituições
humanas
Há boa vontade, mas
também engana
Pelas palavras honestas
Quem desencanta?
Muita condenação se fez
e se faz
Em paredes, em muros
Entre cegos e surdos
Esqueceram que somente
o amor a Deus apraz
Sem julgamento
Sem distinção de
pensamento
Olhai ao presente
momento
Em que há tantos
tormentos
De passados distantes e
distintos
Quantas vezes nosso
destino não oprimimos?
E agora ficamos
discutindo
Sempre na disputa da
razão, nunca refletindo.
E agora na aurora
Vamos, minha amiga,
logo embora
Do pretérito, das
instituições
Que ninguém rememora
Daquilo que fomos
outrora
No espaço, antes da
matéria convidar
A regressar
Lá fiquei a contemplar
Erros aqui e acolá,
senti o gosto pelo novo despontar
Mas, confesso, receio
voltar
Para onde vão os
ensinamentos
Modificados,
questionados, erradicados?
Oh, roça urbana!
Como ladrais aqueles
que não te enganas!
Oh, quantas pérfidas
lamentações
Das que a mim pela pena
condenaram
E a ti lastimaram
Em pergaminhos que
poucos encontraram
Não fizestes janela nas
moradas dos homens
Mas eu me equivoquei em
fazê-lo.
Custou um ou dois
séculos para aprender
Que não fiz valer
O ensinamento de Lutero
que deveria minh’alma enriquecer.
Nas más interpretações
sobre o amor
Ao outro causamos dor
Pergunto a ti onde está
teu valor
Se não perto do Senhor
Neste posto da vida,
minha cara
Vejo tua liberdade
Em anseio, receio à
disparidade
Que dentre os teus
faltará
A sentimentalidade, que
a muitos não há
Independente da idade.
Este desencanto é
natural
Igrejas e centros
disputam o ego no lamaçal
A verdade que nada mais
é
Que ame, mesmo que seja
tarde
Perdoes, sejas livre
Ame, não fiques triste.
A vida é curta
Saibas escolher tua
luta.
O jugo no Senhor é leve
Recordas disto
Se quiseres elevar tua
consciência ao Paraíso
Sedes sempre ao outro o
riso
Este é meu aviso
Amigo de longa data que
está sempre contigo.”
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