"Ao longo da História
Construí na Terra memória
Que, para minha alma,
Nada tem de glória
E vamos embora
Seguindo os passos daquele que o Criador
Nos enviou por amor
Mas quantos de nós não escolhemos a dor?
Não importa aonde estejas
Nas areias
Nas paredes, se tendes sede
Buscai aquele que te saciarás
Com a palavra do Senhor, não temerás
Se ao vale das sombras andarás
Confie no Pastor que não te faltarás
À luz te guiarás
À cada oportunidade
Buscai a verdade
E ela te libertará
Dos preconceitos da Terra te romperá
Estudes e esclareças
Para que no porvir não padeças
Das imperfeições que ocultam aluz
Do Senhor, dos corações.
É sempre de bom tom
Esforçar-te no meio que estás
Esquecem-se os homens do pouco que
satisfaz
É, porém, nas pequeninas coisas que ao
Senhor apraz
Para defender a paz
É preciso serenar a guerra que ainda se
faz
No interior de cada homem e mulher
Deve-se alimentar a fé
Por que almejar a grandeza
Quando é na pequeneza
Que o verdadeiro início
Se faz à luz de Cristo
É longe das disputas mundanas
Que a luz de Deus penetra nossas escamas
De personalidades, eleva-se a
individualidade
Amemos, portanto, àquela Verdade
Não existe purismo
Isto é misticismo
Na confraternidade
Tantos povos cultuam em conformidade
À mesma divindade
Persistem no desvio
O que cultua com frio
E abafam com palavras o calor
Daquele que veio nos ensinar a nosso
favor
A cada geração, surgem velhos fariseus
Clamando o exterior
Esquecem-se de limpar o interior
E jogam pedras como se não houvesse
devedor
Ora, também eu errei
E ao Cristo crucifiquei
Quando meus irmãos
À morte condenei
Em tempos de disputa verbalizada
Embora fosse jovem, sobre minha cabeça
A coroa repousava.
A mim me diziam, “caro! Vedes
Como professam heresias!
Uma única verdade havia”
E diante de tal conflito, não me
compadecia
É por isto que digo
Depois que o véu foi dos meus olhos
removido
Mudam-se os tempos
Continuam as mesmas perseguições
Aplicam por palavras e leis temíveis
sanções
E eu daqui me pergunto: por que
Por que?
É difícil de fato crer
Que aqueles que pretendem a liberdade
defender
Ocupam-se mais ao próximo fazer tremer
Oh, Senhor! Outra vez mais escolhemos a
dor
É preciso não conter o riso
Mas inspirar mais sorrisos
Saber acolher e jamais apedrejar
Aquele irmão que ainda não sabe amar
Se o ontem soubéssemos!
Verdade cegaria os extremos
Tormento arrastaria não ao arrependimento
Mas ao sofrimento
Para chegarmos ao monte das oliveiras
É preciso lidar com nossas torpeiras
É preciso persistir
E jamais desistir
Nosso Senhor não quer santidade
Mas nossa sinceridade
Na prática do bem
Sem olhar a quem
Podemos todos nos redimir
Com a graça de Deus estou aqui
Avante, avante
Olhais adiante com o coração contente
Ideias são passageiras
Não disse-nos o Senhor
“Céu e Terra passarão, mas a Palavra não
passará?”
É sempre tempo de tentar melhorar
E evitar julgar
Pois a cruz que o outro carregar
Não é sempre possível a nós sobre os ombros
levar
Cada qual segundo as obras que o Senhor
veio delegar
Termino, mas não toco o sino
Em breve, volto outra vez
Ensinando como posso
Aprendendo como quero, sempre sincero
Isto não é adeus ou lamento
Apenas por ser útil me contento
De fazer a Palavra do Senhor chegar
E a todos vós ao aprimoramento encorajar
À vida terrestre, compete animar."
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