sábado, 31 de dezembro de 2022

Ciclo de Poemas XV: À Luz de Cristo, pelo Espírito Édouard.

"Ao longo da História

Construí na Terra memória

Que, para minha alma,

Nada tem de glória

 

E vamos embora

Seguindo os passos daquele que o Criador

Nos enviou por amor

Mas quantos de nós não escolhemos a dor?

 

Não importa aonde estejas

Nas areias

Nas paredes, se tendes sede

Buscai aquele que te saciarás

 

Com a palavra do Senhor, não temerás

Se ao vale das sombras andarás

Confie no Pastor que não te faltarás

À luz te guiarás

 

À cada oportunidade

Buscai a verdade

E ela te libertará

Dos preconceitos da Terra te romperá

 

Estudes e esclareças

Para que no porvir não padeças

Das imperfeições que ocultam aluz

Do Senhor, dos corações.

 

É sempre de bom tom

Esforçar-te no meio que estás

Esquecem-se os homens do pouco que satisfaz

É, porém, nas pequeninas coisas que ao

Senhor apraz

 

Para defender a paz

É preciso serenar a guerra que ainda se faz

No interior de cada homem e mulher

Deve-se alimentar a fé

 

Por que almejar a grandeza

Quando é na pequeneza

Que o verdadeiro início

Se faz à luz de Cristo

 

É longe das disputas mundanas

Que a luz de Deus penetra nossas escamas

De personalidades, eleva-se a individualidade

Amemos, portanto, àquela Verdade

 

Não existe purismo

Isto é misticismo

Na confraternidade

Tantos povos cultuam em conformidade

À mesma divindade

 

Persistem no desvio

O que cultua com frio

E abafam com palavras o calor

Daquele que veio nos ensinar a nosso favor

 

A cada geração, surgem velhos fariseus

Clamando o exterior

Esquecem-se de limpar o interior

E jogam pedras como se não houvesse devedor

 

Ora, também eu errei

E ao Cristo crucifiquei

Quando meus irmãos

À morte condenei

 

Em tempos de disputa verbalizada

Embora fosse jovem, sobre minha cabeça

A coroa repousava.

A mim me diziam, “caro! Vedes

Como professam heresias!

 

Uma única verdade havia”

E diante de tal conflito, não me compadecia

É por isto que digo

Depois que o véu foi dos meus olhos removido

 

Mudam-se os tempos

Continuam as mesmas perseguições

Aplicam por palavras e leis temíveis sanções

E eu daqui me pergunto: por que

Por que?

 

É difícil de fato crer

Que aqueles que pretendem a liberdade defender

Ocupam-se mais ao próximo fazer tremer

Oh, Senhor! Outra vez mais escolhemos a dor

 

É preciso não conter o riso

Mas inspirar mais sorrisos

Saber acolher e jamais apedrejar

Aquele irmão que ainda não sabe amar

 

Se o ontem soubéssemos!

Verdade cegaria os extremos

Tormento arrastaria não ao arrependimento

Mas ao sofrimento

 

Para chegarmos ao monte das oliveiras

É preciso lidar com nossas torpeiras

É preciso persistir

E jamais desistir

 

Nosso Senhor não quer santidade

Mas nossa sinceridade

Na prática do bem

Sem olhar a quem

 

Podemos todos nos redimir

Com a graça de Deus estou aqui

Avante, avante

Olhais adiante com o coração contente

 

Ideias são passageiras

Não disse-nos o Senhor

“Céu e Terra passarão, mas a Palavra não passará?”

É sempre tempo de tentar melhorar

 

E evitar julgar

Pois a cruz que o outro carregar

Não é sempre possível a nós sobre os ombros levar

Cada qual segundo as obras que o Senhor veio delegar

 

Termino, mas não toco o sino

Em breve, volto outra vez

Ensinando como posso

Aprendendo como quero, sempre sincero

 

Isto não é adeus ou lamento

Apenas por ser útil me contento

De fazer a Palavra do Senhor chegar

E a todos vós ao aprimoramento encorajar

À vida terrestre, compete animar."

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