"Na Antiguidade
Em
minha mocidade
Dei
início à busca pela verdade
Que
só terminou na modernidade
E,
no entanto, minha conduta
Iludiu
minha formosura
Levando
a minha ruptura
Quando
demorei-me em travessura
Vincent,
Joseph
Tantos
nomes, nenhum registro
Do
que foi padecido
Em
longo suplício
Armand
e Louis
Tão
infeliz
Mergulharam
em poemas
Sem
se despirem de sua verdadeira vestimenta
Goethe
e seu Fausto
No
campo vasto
Das
palavras, seu poder ignoraram
À
morte daqueles cujas almas profanaram
Pilar,
olhe lá!
Quis
o homem pela poesia ensinar
O
próximo a amar
Afundou-se,
entretanto, nas batalhas
Que
jurou findar!
Homero
ou Otello
Quem
de vós sois mais belo?
Ninguém
é como Sappho
De
Afrodite, pelo tempo apagado
O
santo que errou
Thomas
More à luz pregou
No
entanto, inocentes poéticos ele crucificou
Já
quanto a mim
Bom
Deus, qual será meu fim?
Ir
ao céu de jasmim
Que
farei no interim?
Em
retrospecto
Vejo
todos meus aspectos
Antes
de Marco Aurélio
Assombrei
abandonado cemitério.
Nas
letras, o amor
Mescla-se
ao ódio, resultando em dor
Fui
como o bardo
Proclamado,
amado, mas pela história apagado
De
nobre a freguês
Foi
Camões português
Em
versos poéticos
Lançou
ao mar o cético
E
que dirá aquele dos Anjos
Augusto
em nome,
Lamento
sem pronome
Que
do além túmulo veio socializar
Com
o romântico Alves
Um
dia tão suave
Cuja
companhia
Me
traz tanta alegria
Nos
braços de Ofélia
Ofertei
a deusa Camélia
Mas
depois de longa jornada
Pelas
palavras, de madrugada
Regressei
ao verdadeiro lar
De
onde, ontem há
Tempo
de voltar
À
luz de Jesus
Que
no pretérito falhei em amar
Segue
conselho, menina
E
em si vá trabalhar
Para
na aurora repousar
Cada
poste de luz
Brilha
um santo
Que
Jesus à seara irá modificar
No
beira-mar
Está
à espera, longe da estratosfera
Aquele
que de longas vestes virá te ensinar
E
agora concluo
O
início do fim
Deste
poeta que é cercado de jasmim..."
Nenhum comentário:
Postar um comentário