"Amar-te veio com um preço
Se
me conheço
Nada
devia proclamar
Sequer
sobre o passado
Deveria
versar
Mas
aqui nas letras
Assim
como na cantiga de Maria
É
com alegria
Que
as palavras são levadas pela ventania
Há
muito tempo atrás
Quando
nem Ofélia a Hamlet trouxe paz
Vivi
como Cleópatra
Sempre
querendo mais
Tu
não fostes minha
Como
Helena, fugistes tal qual ciganinha
E
assim como Menelau
Esperei
pela próxima nau
Se
Medeia ou Cressida
Não
sei
Mas,
minha Ofélia,
Em
teu desencarne pranteei.
Te
amei, oh sim!
Perdoei,
andei caminhos sem fim
Naquela
bela noite de verão
Quando
fostes ter com o rei
E
partistes meu coração
Sem
ti, errei; malgrado, neguei
Que
distante de ti, infinitamente pequei.
Como
o dinamarquês, por castelos perambulei
Em
minha inferioridade, a tantos assombrei.
E
quando reencarnei,
Fostes
Penélope. Por tanto me aguardou
Em
um só olhar
Soube
que me amou
Era
melhor ser Eneias do que Odisseu
Mais
honrado ser Heitor do que Áquiles
Que
tudo perdeu
Na
paciência, fui recompensado por teu amor!
Mas,
Julieta, paguei caro por tua dor!
Isabella,
que deu nela?
A
rosa tão bela, diante de traição
Se
desfarela.
Amor,
amor de um pecador
Cuidaste
de mim, um ignorante, pobre sofredor
Sempre
andante
Jamais
distante
Velando
como antes
Por
ti, menina cantante.
Na
França, na Bretanha,
Ou
nas ilhas de Arthur
Lembro-te,
Ysolda, de minhas façanhas.
Para
encorajar-te do que vivemos na infância.
Nenhum
feitiço enlouqueceu-me a razão
Com
sim ou não
Esperei
a ser visto na multidão
Resgatei-a
como o cavalheiro verde
Que
felicidade é poder ver-te!
Seja
na vitrola, no alaúde
No
piano, no clarinete
Dança,
como dança, aquela a que vem a ser-te.
Sigo
te amando, de longe velando
A
Deus sempre por ti rezando
Para
que um dia te lembres
Do
nosso velho encanto...”
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