quarta-feira, 24 de agosto de 2022

Contos da Irlanda, vol.5: Tormentas De Um Espírito Em Expiação pelo Espírito Finn

 "Nos tempos medievos, nascer deficiente constituía uma vergonha para a família, frequentemente atribuída aos diversos perjuros que poder-se-ia dirigir. No entanto, fazer desta observação uma regra seria incorrer à vaidade humana, traço tão difícil de expurgar. Embora aqueles que nascessem com alguma deficiência física, emocional ou ambas fossem vistos com desprezo por uma maioria, era algum progresso que, em comparação com sociedades antigas, não mais eram punidos com a morte. 

Pois bem. Apresento-me com o nome Finn a fim de facilitar a narrativa para vocês. Encarnei na Irlanda de 1250, na região de Malahide, próxima a Dublin. Vim mudo e corcunda. Minha habilidade de comunicação foi removida de mim não somente porque pedi, mas a espiritualidade concordou que era melhor que expiasse pelo mau uso feito da oratória em tempos pretéritos. Duas vezes fiz mal uso da inteligência, instigando povos na condição de líder e de guerreiro às práticas bárbaras da belicosidade e da corrupção. 

Minha família era camponesa e tinha obtido terras de um dos grandes senhores de Dublin, que também detinha o senhorio do castelo de Malahide. O dever de meu pai para com aquele homem era o mesmo de um camponês para com seu senhor de terras, salientando a prática da vassalagem: o suserano oferecia terras, alimento e proteção em troca de trabalho. Dizia meu pai que a família tinha um certo histórico com os ancestrais de tal senhor.

Para ele, que se apegava ao resquício que o associava a tal aristocrata, que eu nascesse com deficiência foi muito difícil. Sobretudo porque minha mãe morreu ao me dar à luz, em um parto muito difícil. De modo que meu pai achava que eu carregava a culpa pelo desencarne da mulher que ele amava. Foi uma infância difícil, não vou negar. Meu pai bebia muito e descontava a raiva em mim. Tinha duas irmãs e um irmão mais velho que receberia os direitos cabidos ao primogênito. 

Assim, fui omisso à sociedade por bons quinze anos. Pela vergonha que meu pai tinha comigo, não era visto, e quando o era, poucos se aproximavam. Confundiam minha mudez com surdez, portanto, achavam que eu não ouviria certos insultos:

"Como ele é feio".

"Deve ser filho do diabo. Aposto que a mãe fez algum pacto, por isso morreu."

Não posso dizer que ouvi tudo isso sorrindo. Aquilo era uma tormenta indescritível. O que amenizava a dor que sentia, a frustração de não poder sequer me defender de tais calúnias, era o conforto dos meus irmãos. Sim. Mesmo em minha expiação, Deus não se esqueceu de mim. Ao contrário, me proveu não somente com auxílio pelo lado espiritual, mas também pelo lado material.

Lembro que um dia, meu irmão chamado Gargus disse:

"Sabe, no início eu me perguntava se papai tinha razão em chamar você de todos os nomes. Mas quando me coloquei no seu lugar, vi que você não fez mal a ninguém. Julguei-o mal, meu irmão. Peço que me perdoe." 

Eu chorei bastante com aquela confissão. À época, éramos garotos. Gargus desafiou nosso pai ao levar-me para o lado de fora. Muitas crianças se assustaram mais com minha aparência física do que com minha mudez. Era frustrante, sabem? Não se comunicar e ser ignorado como se fosse um pária. Mas fiz amigos, não obstante esta dificuldade.

Um deles se chamava Jocaster. Era um garoto gentil que trabalhava no castelo, seu pai era castelão.

"Você pode limpar comigo o castelo se quiser. Não é lá essas coisas, mas estamos precisando de gente."

Eu lancei um olhar a Gargus. De novo, detestava ouvir e não me comunicar. Nessa época do início da juventude, a qual recebe a observação contemporânea de "puberdade", eu era muito irascível. Não aceitava minha condição e, para piorar, tinha pesadelos terríveis. Era com frequência mal humorado e detestava depender de meus irmãos. Mas, apesar disso, consegui meu primeiro emprego.

Meu pai, porém, não aceitou bem.

"Você, trabalhar?" E me chamou de vários impropérios, dos quais pouparei o leitor de conhecer.

Também não posso dizer aqui que aceitei resignadamente aquele tratamento. Eu chorei, urrei, me revoltei. E apanhei. Aquele dia foi terrível, achei que fosse mesmo desencarnar. Foi quando Gargus se intrometeu e me salvou.

"O diabo tomou conta do seu corpo", ouvi-o dizer. Meu irmão me defendia e eu ouvia minhas irmãs choramingarem também. "Que o Senhor Jesus o afaste, meu pai. Como pode esquecer das lições do evangelho, segundo as quais um pai tem o comprometimento de orientar o filho à luz de Deus?"

Foi a espiritualidade que atuava naquele momento, eu mesmo senti a luz inundar sobre nós e acalmar nosso lar. Mais tarde, veio a mim em sonho a padroeira da Irlanda, santa Bridget. Corri até ela e me ajoelhei em prantos.

"Faça isso parar, por favor." E dei-me conta de que podia falar.

Ela me acolheu em seu colo e disse:

"Meu querido Finnurlus, experimenta na carne uma expiação muito dolorosa. Mas tem-se provado forte, não obstante os erros a que vem caindo. Olhe para mim, meu amor." E quando o fiz, senti uma luz irradiar de sua presença, envolvendo-me com muita ternura, paz e amor. Cessei o pranto. "Perdoe seu pai por não saber o que faz. Também ele é vitima das circunstâncias, da ignorância que as densas trevas produzem sobre seu coração. Um dia fomos todos assim. Se podemos ser melhores que ontem, não usemos a régua para medir o erro alheio."

"É-me difícil, admito, não julgá-lo quando diariamente me fere. Aqui, junto à senhora, percebo intuitivamente que temos um longo histórico de mútua aversão." Suspirei, infeliz. "Pode isso parar?"

"Pode, mas depende de vocês. Ou de você." Ela me deixou a reflexão.

"O senhor Jesus nos aconselha a perdoar o inimigo setenta vezes sete, a esquecer as mágoas e a tentar fazer as pazes."

"Você ainda recorda o Evangelho e vejo que nesta existência está apreendendo-o melhor. É um progresso."

Sorri-lhe timidamente.

"Vejo que tem razão. Devo perdoá-lo. Mas e se ele persistir no ódio? Que posso fazer?"

"Ore, meu filho, e entregue suas dores a Deus. Ele não o abandonou e nunca o abandonará."

Acordei mais disposto. E fiz uma oração fervorosa, mentalizando o Pai-Nosso, o Credo e a Ave-Maria em latim segundo havia sido ensinado. Senti-me mais leve e melhor. Eireann estava ao meu lado e disse-me:

"Está mais leve que ontem, meu irmão. Fico feliz." Ela era cinco anos mais nova que eu, mas às vezes parecia mais. "Você vai começar o trabalho hoje? Depois me escreva em um papel, quero treinar a leitura. A senhora da casa do lado está me ensinando a ler e escrever. Ela é uma bruxa", e riu de si mesma.

Lancei a ela um olhar significativo. Costumávamos, meus irmãos e eu, nos comunicar por gestos. Às vezes também acontecia de um adivinhar o pensamento do outro.

"Ela diz que vê coisas, por isso sei que é uma bruxa." E baixou a voz. "Uma vez me contou que mamãe vem acompanhada de elfos e velhos druidas, alguns dos quais eram santos."

Arqueei as sobrancelhas e fiz algum som quase inaudível. Em nossa casa de pau-a-pique, dormíamos com frequência no chão, em sacos de batata. Era desconfortável, e nem sempre podíamos nos banhar. Não eram condições muito agradáveis, sobretudo para os poucos aristocratas que passavam pela região e olhavam a nós como se tivéssemos escolhido aquilo. Quero dizer, sim, escolhemos, mas o planeta Terra comporta uma grande desigualdade social em razão de seus habitantes. 

"O que, você acha que os druidas não são santos? Não se vive uma vez, meu caro irmão. É sabido. Agora levante-se. Hoje é seu dia de alimentar o leprechaun." 

Leprechauns eram grupos de elementares em transição do reino animal para o humano. Costumavam ser puros de coração, portadores da manipulação do fluido universal cósmico, embora em certos grupos (como os duendes e gnomos) possuíam um singular senso de humor. São os gnomos em particular mais afeiçoados a Irlanda pelo véu que ainda há lá. Este véu, também mencionado no evangelho de Matheus quando se diz que o véu foi rasgado em Jerusalém na noite em que Cristo foi crucificado, é nada mais que os "limites" que "separam" o mundo dos encarnados dos desencarnados. Em razão de sua longa e forte associação aos atributos espirituais que lhes são legados, ainda hoje são vistos gnomos, duendes e fadas. Isso não quer dizer que tais elementais se restrinjam à Irlanda, evidentemente que não: seria o mesmo que crer que os espíritos de determinados "santos" não saem dos países dos quais são patronos. Mas vale dizer que não são todos os que enxergam estas criaturas amigáveis. Normalmente, vão aqueles cujos corações são puros e nobres de intenção.

Embora a Irlanda ainda hoje tenha raízes profundamente católicas, sua energia é mais essencialmente "pagã" ou, melhor dizendo, "céltica". Com isso, mesmo em 1265, ano em que contava 15 verões, quando a Igreja Católica reinava incontestavelmente, havia padres convocados para afastar o povo do campo dos ataques de anões, de seres infernais, de elfos maliciosos. E em 1265, ainda havia os que alimentavam os leprechauns com medo de terem suas vidas prejudicadas se não colocassem um pratinho à janela com leite e um pedaço de pão. Aqui entra a superstição, pois sabe-se que somente espíritos malfazejos implicam em "atrasar" a vida do encarnado que se sintoniza com eles. Elementares ou santos não atrasariam nem retardariam a vida de ninguém. Ou onde mais se acharia o livre-arbítrio? 

Para questão de instrução também, aproveito para dizer que muitos dos santos irlandeses faziam parte do antigo panteão céltico, o que corrobora o que disse antes. A Bridget, por exemplo, era uma deusa guerreira que, na verdade, foi um espírito encarnado nas tribos célticas cuja força era surpreendente. Por ter guiado o povo celta em diversas incursões e obtido incontáveis vitórias sobre seus inimigos, em seu desencarne foi feita deusa. Nos tempos da conversão de Patrick, seu culto permaneceu popular, o que o obrigou a canonizá-la a fim de trazer o povo para as asas da Igreja. A realidade, porém, é mais prática: Bridget é um espírito como eu sou, como a médium é, cuja trajetória foi notável em Terra. Contudo, até de fato ser a "parceira" espiritual de Patrick, encarnou um bocado de vezes. Seu trabalho como patrona da Irlanda segue esplendidamente bem por lá, mas seria tolice crer que ela somente atua dentro daquela região e com espíritos irlandeses. Como sabem, a espiritualidade à luz de Cristo não opera segundo a perspectiva limitante dos encarnados da Terra.

Explicado o contexto social daquele país, permitem que retome a narrativa. Comecei o dia com o ritual de agrado aos leprechauns e depois do desjejum, Gargum me levou a Jocaster. A partir de então comecei a trabalhar dentro do castelo. Ignorado por vários nobres, minha tarefa consistia em remover a poeira do chão e da janela, enfim, me certificar de que tudo estava limpo. Às vezes, porém, modificavam minha rotina e eu fui atribuído à ajudante da cozinha. Mas não pensem que a arrogância e o orgulho eram características particulares dos nobres.

A cozinheira chamada Yvi era uma mulher robusta em seus cinquenta anos que gostava de comandar seu espaço de trabalho. Recebeu dos outros o apelido de "General", e chega a ser curioso como a intuição dos encarnados não falham: ela tinha sido, em vida pretérita, um dos generais romanos que ajudou a dominar a Inglaterra (ou aquilo que estava destinado a ser Inglaterra), dominando os demais celtas que ali viviam. Era por isso que, não contente com aquela posição, gostava de se sobressair sobre os demais, mandando e desmandando. Seu temperamento podia ser assustador, mas somente o pajem do nobre local conseguia tê-lo sobre seu controle e uma vez mesmo ouvi a história de que tal conde a estapeou porque ela respondeu-lhe à altura diante da crítica a sua comida.

Diante de tal histórico, era inevitável que nós dois não nos déssemos bem. Contudo, àquela parte da minha vida eu aceitava de bom grado a mudez. Reconhecia que precisava dominar meu temperamento: minha mente explodia em xingamentos e se não fosse pela corcunda, Deus sabe que eu teria piorado minha condição. Foi uma tormenta. Ser ofendido diariamente, ser menosprezado, ser roubado, ser desdenhado.

Mas o silêncio tinha suas vantagens. O chapelão do conde uma vez se apiedou de mim e colocou-me a seu serviço, embora aqui ele poderia ter me empregado como espião: não falava, mas ouvia bem e sabia ler e escrever. Contudo, o padre que chamarei aqui de Francisco não detinha nenhuma malícia em seu coração.

"Deus tem seus propósitos que nos são estranhos", disse ele, convidando-me a cear com ele logo depois de tê-lo servido o jantar. "Por favor, Finn, eu insisto.", acrescentou diante de minha timidez em aceitar o convite.

"Mas é por isso que devemos agradecer. Imagina se soubéssemos o motivo pelo qual passamos por certas aflições?" Ele era um homem magro, quase esquelético, e nunca vi usando vestes que não fossem negras. "A ignorância é uma bênção. E se Ele o concedeu o silêncio, meu rapaz, agradeça por não saber por que. Sabe, os homens têm o costume de falar demais. Falam, falam, falam. Até daquilo que julgam saber. Esses dias, meu patrão resmungou sobre a política do trono inglês. Que os Plantagenetas isso, que os Plantagenetas aquilo. E ainda afirmou categoricamente: sei mais do que pensam. E começou a fomentar uma rebelião. As pessoas, meu amigo, não sabem ouvir e querem mais do que possuem. Deus deu a ele uma terra e propriedade para cuidar. E acaso está fazendo isso? Não."

Padre Francisco suspirou. Como eu, tomava um gole de ale e depois comia frango. 

"Isso me fez recordar a parábola..." Ele sorriu quando fiz barulhos e gestos. "Sim, você sabe qual é, não é, garoto esperto? É essa mesma, a dos talentos e a dos ricos. São duas parábolas, e nelas vemos o egoísmo perdurar nos que mais possuíam. Mas ainda boto fé de que meu patrão volverá a Deus em seu devido tempo. Nosso povo daqui gosta de falar da veste velha que se renova. Talvez em outra veste, ele venha melhor."

E foi a partir dali que compreendi a importância de não falar. Minha vida inteira quis me comunicar, quis me fazer ouvir, mas até então percebi que fui egoísta com o dom que Deus me deu. Por acaso tentei ouvir os outros? Tentei compreender suas ações? Me esforcei em não julgá-los? Ou só me lamentei pelo estado presente? Foi quando percebi que havia uma razão pela qual estava vestido naquelas "velhas vestes", porque era feio e desengonçado. E ali eu não me importei mais.

Pedi para voltar ao serviço da cozinheira. Meus companheiros acharam que eram louco, e alguns supuseram que tinha sido feitiçaria braba. Besteira. Um dia escrevi um bilhete para que outro ajudante lesse para ela. A cozinheira me olhou com comoção nos olhos.

"Ninguém nunca pediu para que eu contasse da minha vida. Julguei-o mal, Finn. Perdoe-me garoto." E ela me contou que nunca tinha aceitado ter nascido em um mundo tão injusto, onde os pobres pagavam pelos patos dos ricos. E que o fato de seus colegas abaixarem a cabeça para isso a deixava com raiva. Mas, no final do dia, também os entendia. "Este é um emprego que nos provém o necessário para viver, garoto, e eu não posso, como eles também não, deixar que se esvaia. Onde mais posso cozinhar e ser apreciada por isso? O conde pode ter sido ruim uma ou outra vez, mas sempre me pagou e, juro por Deus, já o ouvi gabar de minha comida para outros convidados ilustres. Esse reconhecimento vale a pena, por vazio que seja."

"Por que vazio?", indagou o outro ajudante, interessado. Notei que ninguém até então tinha se interessado em ouvi-la. A cozinheira sorriu seus poucos dentes e o respondeu:

"Porque não são elogios que nos levarão aos céus, rapaz. São as obras que fazemos e olhe lá. Contudo, o céu não cai nos nossos ombros se não fizermos alguma coisa. É preciso trabalhar. E o que me encoraja é saber do meu valor."

"Poético. A senhora tem alma de poeta", disse o rapaz, admirado.

"Todos os que experimentam tristezas e amarguras podem ser poetas, meu caro. Os bardos são chamados de tolos, mas digo que são alegres. Imagina mendigar por aí cantando sobre a miséria da vida? Não são todos os castelães que os aceitam como não são todos os bardos sinceros. Mas e daí, eu pergunto? É como dizem, entregue seu ouro aos leprechauns que jamais faltará nada. Dê poeira, porém, e eles viram uns capetas."

E todos riam. Um cenário que parecia reproduzir um campo de batalha para tantos dissolvia-se em palco de teatro, onde atores riam e compartilhavam suas dores, suas alegrias. Percebi que se Deus botava um sorriso naquelas pessoas que tinham mais a padecer do que eu, também podia sorrir. E quando o fiz, a cozinheira exclamou em tom jocoso:

"Mas vejam só, Finn sorri! Glória a Deus e às fadas por isso!"

Dali em diante, tornamo-nos uma família. Lucy como é o nome da "General" nos tomou como filhos. Descobri que perdeu o marido e todos os seis filhos para a pestilência. Eu, John--que era o outro ajudante-- e eventualmente Jocaster também, passamos a nos reunir. Não precisávamos de muito, apenas de nós mesmos. Lucy deixou também que eu morasse com ela, uma vez que meu próprio pai não me aceitava mais.

Para a surpresa da pequena comunidade local, eu me casei. Oh sim, quem esperaria que o mudo, sorridente, feio e corcunda Finn desposaria a filha do padeiro? Coincidência ou não, e sabemos que coincidências não existem, Bridget era seu nome. Teríamos seis crianças, três dos quais sobreviveriam à vida adulta. Nenhuma delas nasceu sem a fala, embora Hugh, depois de seus trinta anos, perderia a visão, mas nesse tempo eu não estava mais entre os vivos.

A vida não foi fácil como podem ver, mas mesmo diante daquelas tormentas expiatórias aprendi que sim, podemos ser felizes na Terra. No entanto, pergunto a vocês: o que, de fato, os inspira à felicidade verdadeira? Deus não quer ninguém infeliz, mas se o somos, será que a causa não repousa em nós? E, segundo essa lógica, será que não podemos também remendá-la, fazendo-nos felizes? Deixo aqui esta reflexão.

Agradeço ao Pai, à médium e ao seu guia de frente por essa oportunidade. Sempre bom rever amigos encarnados. Leve alegria sempre, e alegria chegará a você. --Finn.







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