"No sal do mar
Vejo homens se afogar
As lágrimas a derramar
Desterro às almas tomar
Como navegantes
Enfrentam dentro de si
rompantes
Que os fazem
cambaleantes
Da vida aos desafios
diante.
Já lestes Dante
Sabeis que Virgílio
espera adiante
Sempre avante
Mostrando o inferno
inconstante.
Sofrem os homens
Como ontem
Ignoram o remédio
Que Deus oferece por
intermédio
De seres de luz.
À nós desceu Jesus
Animo nos deu para
carregarmos a cruz
A escolher o amor
Para temperar a dor
Na odisseia da vida
Venho a todos recordar
Que para este lado de
cá
Terras, títulos e
coroas não valem nada.
Levantou-se do túmulo
Um desses que de
cristão só tinha o nome.
Aquele que de epíteto
Admiração causou
Aos que na Terra deixou.
De que adianta a terra
reclamar
E aos outros fazer
sangrar
Perdido na cobiça e na
avareza
Somente em seu fim
conheceu a tristeza.
Portou a Espada e fez a
História registrar
Qual não foi a surpresa
ao sozinha se encontrar
Despojado de seu lar
Da família que veio a
amar.
No mundo onde não há
Diferenças a separar
Pôs pobre homem a
prantear
Se ontem gostava de
mandar
Hoje é obrigado a se
humilhar.
Nenhuma juventude há de
durar
A todos o tempo vai
passar
Nenhuma riqueza vai ao
túmulo levar
Que melhor pompa
Do que pelos familiares
ser amparado
Do que por Deus ser
amado?
Oh, homens! Não fazeis
como eu
Não perdeis tempo com
inúteis querelas
Tendes fé, instrui-te,
não te demores com outra janela
Não esperas, avante,
destronado, por Deus amado!
Nenhum comentário:
Postar um comentário