"Em vias de entrar a primavera
Ponho-me
à janela
A
mirar bela quimera
Sol
pintava céu alto
Com
seus raios, tudo ficava dourado.
Era,
pois, anúncio de primavera
E
vedes, quem se aproxima, donzela
Quem
é ela?
Da
janela, de pedras,
Colorida
vidraça
Impede-me
que de lá me arrasta
Aos
pés de beleza ímpar.
Sorriso
dócil nos lábios
E
olhar curioso
Balançou
sua presença a corte.
Deixando-nos
todos iluminados
Ante
presença de luz
Que
da inocência me seduz.
Quem
era eu ante beleza
Dona
de tal porte, era princesa
Do
reino onde eram curtos os dias
E
longas as noites
Todos
queriam cortejá-la com flores
Mas
ofereci, mero cortesão, palavras doces.
Ouvis
o riso de Afrodite
Conspirando
com Urânia
Amor,
doce tirania.
A
que ponto sou subjugado
Pelas
deusas, jamais perdoado.
Assim,
na primavera
Veio
ela, tão bela
Quanto
Helena e Isabella.
A
mim, cantou
E
encantou
Logo
de mim, se enamorou!
Amores
impossíveis
São
peças de deuses
A
rirem de mortais
De
quem se compraz
O
vazio de deidades
Que
amam pela metade.
Donzela,
intensa
De
temperamento criou desavença
Na
corte visitante
Fez
de mim teu amante.
O
rei enfurecido
Teria
me despedido
Não
fosse a interferência
De
minha amada Hortência.
A
história me esqueceu
A
corte entardeceu
Mas
o amor jamais morreu.
Pois
em seguida renasceu
A
princesa da primavera
A
quem me recebeu em outra era
Com
permissão divina
Para
amarmos sem sina."
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