“Nas estrelas, o luar
Diante
do mar
Põe-se
a mirar
A
inspirar pobre homem
Ao
amor devotar
Na
Antiguidade,
Por
lá passei,
Teu
caminho eu cruzei
Em
teus braços amei
E
à deusa cantei.
Cânticos
esquecidos
Através
de eras renascidos
Alguns
redimidos
Outros
ainda perdidos
Oh,
Afrodite
Não
foste tu quem me dissestes
Que
o amor suportaria a
Separações
causadas pela dor?
Lá
na Antiguidade
Fui
heleno, persa, tibetano,
Caminhei,
sempre procurando
Sem
de fato ver o que estava me faltando.
Mares
engoliram navios
Lá
qual fizeram percursos de rios
Em
meu rosto
Marcava
para sempre
O
desalento da paixão
À
cada noite, à cada dia
Nos
sonhos acordados dormia
Pensando
em teu nobre rosto
Donzela
que morreu de desgosto.
Se
porventura fui causa de tristeza tua
Afrodite
presenteia-me com doce amargura
Mas
a verdade não pode ser lamentada
Nem
transportada para
A
mentira, caluniada.
E,
no entanto,
Não
é do pranto que vem o sorriso
Não
é da tempestade que vem a luz
Sê
ti em ti
Enquanto
fui em mim
Donzela,
não ria deste
Que
te canta lamentosa canção
Que
outrora a faria prantear no
De
pedra salão.
Cabe
a nós viver
Sem,
contudo, esquecer.
As
promessas da alvorada
Que
à Afrodite amada
Para
ela serão professadas
Em
ternura e candura
Infinito
amor
Que
a ela nos une."
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