quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Poemas XV: Ode Ao Amor (III).

“Nas estrelas, o luar

Diante do mar

Põe-se a mirar

A inspirar pobre homem

Ao amor devotar

 

Na Antiguidade,

Por lá passei,

Teu caminho eu cruzei

Em teus braços amei

E à deusa cantei.

 

Cânticos esquecidos

Através de eras renascidos

Alguns redimidos

Outros ainda perdidos

Oh, Afrodite

Não foste tu quem me dissestes

Que o amor suportaria a

Separações causadas pela dor?

 

Lá na Antiguidade

Fui heleno, persa, tibetano,

Caminhei, sempre procurando

Sem de fato ver o que estava me faltando.

 

Mares engoliram navios

Lá qual fizeram percursos de rios

Em meu rosto

Marcava para sempre

O desalento da paixão

 

À cada noite, à cada dia

Nos sonhos acordados dormia

Pensando em teu nobre rosto

Donzela que morreu de desgosto.

 

Se porventura fui causa de tristeza tua

Afrodite presenteia-me com doce amargura

Mas a verdade não pode ser lamentada

Nem transportada para

A mentira, caluniada.

 

E, no entanto,

Não é do pranto que vem o sorriso

Não é da tempestade que vem a luz

 

Sê ti em ti

Enquanto fui em mim

Donzela, não ria deste

Que te canta lamentosa canção

Que outrora a faria prantear no

De pedra salão.

 

Cabe a nós viver

Sem, contudo, esquecer.

As promessas da alvorada

Que à Afrodite amada

Para ela serão professadas

Em ternura e candura

Infinito amor

Que a ela nos une."

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Contos de Nanã, vol.1--Nas Areias Do Cairo, pelo Espírito X.

Nota da guia de Nanã: "Caríssimos amigos, irmãs e irmãos na Terra. Em nossa longa caminhada espiritual, habitamos inúmeras moradas do P...