“Na Bretanha,
vivi.
E
moça ruiva conheci
De
belo semblante
Vinha
de povo cantante.
Nômade
de origem
A
história não registrou
Doce
e inocente
O
amor que sua presença
Neste
mundo propagou.
Um
dia desposou
Rico
comerciante agonizante
Em
solidão pouco estonteante
Ensinou-o
a fé
Desprovida
de matéria
Pura
e sincera
Transformou-o
em ermitão
Puseram-se
em procissão.
Milagres
o povo passou a admirar
Jurando
aos padres o que vinham testemunhar
Candura
e tenra, cigana que era
Sem
distinção soube aos pobres amar
Clamavam
mulheres e homens
Terem
visto nela
Santa
Clara a abençoar.
Mulher
sem nome,
De
alma brilhante,
Curou-me
de solidão semelhante
Ao
marido, que me deu abrigo
E
pela graça de Deus
Virou
meu amigo.
E
nesta santidade
Pela
Igreja reprovada
Escondeu
bela mulher
Do
fogo
Pelo
povo amada.
E
dizem os desafortunados
Que
por suas mãos foram tocados
Que
seu nome era Serena
Como
deusa na Terra, era plena
Em
amar e perdoar
Aqueles
em que seu comando
Vinha
receber
Para
acolher
No
seio de seu ser.
Este
é o amor de Cristo
Sublime
e puro.
Que
possam aspirar
A
lhos assemelhar.
Afinal,
ainda que desta vida
Passageiros
sejamos,
Toda
oportunidade que desfrutar possamos,
Amaremos
uns aos outros,
Como
por nosso irmãos maior
Fomos amados."
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