“É preciso reunir coragem para falar do amor
Para
superar a dor
Para
silenciar o dissabor
Ofertado
por aqueles movidos a rancor.
É
preciso ter serenidade
Em
contemplar os vícios e as qualidades
Cultivadas
na mocidade
Para
separar o joio do trigo
E
o amor formar
A
experiência, cabe vivenciar
Para
dos tropeços saber levantar.
Das
dores, saber reconhecer
Nada
há a temer
Pois
há tanto a aprender.
É
preciso defender o amor
Difícil
possa ser este labor.
Fácil
é amar e tolerar os que conosco convivem
Mas
aos adversários da razão,
Que
outra pois há solução
Devemos
dar que não ensinar a amar?
Perdoar
é tolerar
Aquilo
que no passado viemos a semear
Para
no presente plantar
A
fim da ignorância curar
E
nos recordarmos do que é amar.
Sem
expectativa, sem matéria,
Sem
histeria, sem miséria.
Amar
é dar,
Todas
as qualidades que n’alma
Soubemos
cultivar.
Olvidemos
hoje
A
necessidade no passado
De
ser amado e
Também
perdoado
Pelos
velhos pecados.
Amem
como amam
Sintam
como sentem
Perdoem,
meus irmãos
É
hora de seguir em frente.
Ódio
gera ódio
Cuidado
com o que propagais
Ao
alto
Olhais
para o percalço
Que
um dia te fostes dado.
Amar
é tão simples e belo
Ainda
que pareça singelo
Cultivar
fraternidade
Àquele
que pratica maldade
Mas
com que frequência
Perdemos
a paciência?
Esquecemos
a sapiência
De
labutas difíceis.
Esclarecei-vos,
peço!
Ao
amor, eu confesso
Que
tudo liberto
Dos
cárceres da carne
Elevou-me
ao Pai
Naquele
belo dia de desencarne."
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