quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Poemas XIII: Ode ao Amor (II)

“É preciso reunir coragem para falar do amor

Para superar a dor

Para silenciar o dissabor

Ofertado por aqueles movidos a rancor.

 

É preciso ter serenidade

Em contemplar os vícios e as qualidades

Cultivadas na mocidade

Para separar o joio do trigo

E o amor formar

 

A experiência, cabe vivenciar

Para dos tropeços saber levantar.

Das dores, saber reconhecer

Nada há a temer

Pois há tanto a aprender.

 

É preciso defender o amor

Difícil possa ser este labor.

Fácil é amar e tolerar os que conosco convivem

Mas aos adversários da razão,

Que outra pois há solução

Devemos dar que não ensinar a amar?

 

Perdoar é tolerar

Aquilo que no passado viemos a semear

Para no presente plantar

A fim da ignorância curar

E nos recordarmos do que é amar.

 

Sem expectativa, sem matéria,

Sem histeria, sem miséria.

Amar é dar,

Todas as qualidades que n’alma

Soubemos cultivar.

 

Olvidemos hoje

A necessidade no passado

De ser amado e

Também perdoado

Pelos velhos pecados.

 

Amem como amam

Sintam como sentem

Perdoem, meus irmãos

É hora de seguir em frente.

 

Ódio gera ódio

Cuidado com o que propagais

Ao alto

Olhais para o percalço

Que um dia te fostes dado.

 

Amar é tão simples e belo

Ainda que pareça singelo

Cultivar fraternidade

Àquele que pratica maldade

Mas com que frequência

Perdemos a paciência?

Esquecemos a sapiência

De labutas difíceis.

 

Esclarecei-vos, peço!

Ao amor, eu confesso

Que tudo liberto

Dos cárceres da carne

Elevou-me ao Pai

Naquele belo dia de desencarne."

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