“A lua subiu ao céu
No
momento em que ministréu
Convidado
foi pelo rei
A
participar de sua ceia
Àquele
que o amor semeia
Motivo
algum pranteia
E
naquele instante
Fui
tão somente figurante.
Em
cada castelo, em cada jardim.
Andei
eu sem fim
De
dia, de noite
Hospedei-me
à corte
E
lá como balei!
E
lá como cantei!
Donzelas
arrogantes
Havia
outras preponderantes
Das
quais uma se destacou
E
meu coração tomou.
De
arrombo, que tombo
Desavisado
fui,
Amado
enlaçado
Por
bela dama de olhos azuis.
Lucrécia,
italiana
Nascida
romana
Orgulhosa
por fora
Mascarava
por ora
A
bondade de outrora.
À
Inglaterra uma vez veio
E
a tantos cativou
Muitos
mais a mão ela recusou
Mas
oh que bela
Aquela
donzela
Dos
ingleses a terra cativou
Oh,
Lucrécia!
Ouviu-me
paciente
Sorriu-me
contente
Inspirou-me
somente
Sonhos
a sonhar
Que
infelicidade, porém,
Jamais
viriam a se realizar
Mas
doce Lucrécia! A mim, escutai!
Fico
para trás
A
fim de esperar
Momento
outro a te tomar
Em
meus braços e te amar!
Lucrécia,
amor meu
Objeto
de minhas afeições
Com
quem vivi dois verões
Em
puras ilusões
Como
pranteei tua partida
Doce
amiga, cuja ternura
Me
virou cantiga.
A
inspirar-me a velar antiga
Junção
d’almas
A
outra vez reunir
No
futuro de Deus a porvir."
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