quarta-feira, 24 de novembro de 2021

Poemas XIV : Amor, Meu Grande Amor.

A lua subiu ao céu

No momento em que ministréu

Convidado foi pelo rei

A participar de sua ceia

 

Àquele que o amor semeia

Motivo algum pranteia

E naquele instante

Fui tão somente figurante.

 

Em cada castelo, em cada jardim.

Andei eu sem fim

De dia, de noite

Hospedei-me à corte

E lá como balei!

E lá como cantei!

 

Donzelas arrogantes

Havia outras preponderantes

Das quais uma se destacou

E meu coração tomou.

 

De arrombo, que tombo

Desavisado fui,

Amado enlaçado

Por bela dama de olhos azuis.

 

Lucrécia, italiana

Nascida romana

Orgulhosa por fora

Mascarava por ora

A bondade de outrora.

 

À Inglaterra uma vez veio

E a tantos cativou

Muitos mais a mão ela recusou

Mas oh que bela

Aquela donzela

Dos ingleses a terra cativou

 

Oh, Lucrécia!

Ouviu-me paciente

Sorriu-me contente

Inspirou-me somente

Sonhos a sonhar

Que infelicidade, porém,

Jamais viriam a se realizar

 

Mas doce Lucrécia! A mim, escutai!

Fico para trás

A fim de esperar

Momento outro a te tomar

Em meus braços e te amar!

 

Lucrécia, amor meu

Objeto de minhas afeições

Com quem vivi dois verões

Em puras ilusões

Como pranteei tua partida

Doce amiga, cuja ternura

Me virou cantiga.

A inspirar-me a velar antiga

Junção d’almas

A outra vez reunir

No futuro de Deus a porvir."

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