“Nos campos, a colheita
Aos
camponeses, era estreita
Maior
parte cabia
Aos
que a eles devia
Cobranças
da vida faziam parte
Pobres
criaturas que viviam a fazer arte
Dá-lhe
infortúnio, que lamento
Àquela
que dá à luz infeliz rebento.
Frio
ao norte
Calor
ao sul
Sofre
igual o que não comete nenhum mal
Pobre
camponês, que nada fez
Sofre
em silêncio
Do
seu rei a insensatez.
Cá
embaixo, porém
Satisfazem-se
com o que tem
Em
meio à pobreza
Riem-se
ante tristeza
E
aprendem a valorizar
Aquilo
que rei nenhum pode tirar
O
bom coração que sabe amar.
Assim
caminho entre os bons
Ignoro
os maus
Carrego
comigo somente
De
fazer o bem semente
De
andar entre boa gente
Para
aos do amor deficiente
Ensinar.
Valos
que Cristo Jesus veio propagar.
Que
bem há em apegar
Se
não há como levar
O
que tens para lá?
Oras,
eu digo
Confias,
amigo.
Se
levares um sorriso
Serás
mais bem-vindo
Que
desafortunado rico.
Recordo
bem, pois então
Da
matrona que ensinou perdão
Aos
camponeses de outrora
Que
lamentavam a toda hora
Pelo
que faziam contra eles
Aqueles
seres.
Ora,
falou ela
Ouro
nenhum compra donzela
Bem
disposta a amar
Pois
aí está
A
questão
Não
basta sentir apreensão
Para
amar,
É
preciso perdoar.
Lá
no norte,
Entre
rancores e dissabores
Enquanto
homens vão à guerra,
Veio
ela
Entre
os homens caminhar
Pregando
o perdão
Ensinando
este pobre bardo
A
todos sem distinção
Amar."
Nenhum comentário:
Postar um comentário