segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Poemas VIII: Mensagem De Uma Nova Esperança

"A vida é um sopro

Dizia-se na aldeia

Colhe aquele que semeia

Aquele que nada anseia

 

Não obstante as densas trevas

Possam aparecer

Na ignorância e falta de vigilância

Ergais os olhos, caros amados,

A fim de ver

A Boa Nova.

 

Chega agora

A Esperança

Cândida e tranquila

Chega amparada pela temperança

No doce salutar

A que o amor vem saudar

 

Por que prantear

Quando tens motivos a celebrar?

Na aldeia, dizia-se

É tudo breve, vivia-se

O que se podia

Sempre na fé

 

Anuncia-se em simplicidade

Que há de se dissipar a saudade

Pois vêm ao encontro

Bálsamo espiritual

Aos feridos a curar

Para não mais julgar

A fim de que possam enfim amar

 

Oh, que se iluminem os céus

E abram-se as nuvens

Para que luz divina

Vinde nos inspirar

A esclarecer no amor

Sem podeis com isso afundar

Na bravura do mar.

 

Vedes adiante

O despertar de povo gigante

Entendido no porvir

Que alegria será assistir

A elevação dos que optaram por partir

E aos que aqui

Resignam-se a prosseguir.

 

Toda rocha pode ser esculpida

Em admirada peça de arte

Mas para isso

Prepara-se para o resgate

Coletivo o é,

Particular ao que desejar

Ao mundo espalhar

Como é doce de verdade

Amar.

 

Nenhuma tempestade

Fará ressurgir covarde

Ao contrário, iluminará

Os de pronto a despertar

Para preparar

O amor aí de vez

Chegar."

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