"No pêndulo do tempo,
Donzela,
vi-te passar.
Enquanto
girava a roda,
Te
punhas a amar.
Paciência
era virtude com os outros.
Mas
defeito teu
Eis
ainda traço que não amadureceu.
Perdoas
rápido os outros
Mas
a ti te retém
Culpa
pretérita, te fazes refém.
E
pergunto eu,
Errou
nunca, quem?
Oh,
dama amiga
Escuta
esta cantiga
Pois
te conheço de vidas antigas
E
agora almas somos reunidas
Dama
de fogo
Teu
coração é ouro
Das
mais sinceras virtudes
Que
sob o tempo
Fez-se
amplitude
A
contemplar.
Dama
de fogo
Teus
pés se fixam em terra
Não
te aceitas quando erra
E
ao horizonte de tua alma
Vocifera
Sem
qualquer espera
De
te amar.
Pois
teu coração é como o mar
Os
bravos, desde outrora,
Sabiam
navegar.
Mas
a tentar te reinar
Procuravam
se afogar
Sem
saber o valor real
Da
beleza tua
A
contemplar
Mas
sê justa
Para
o ar
Deve
voar
E
aos outros encantar
Tal
qual sabiá.
Dança
do fogo gelado
Se
te recordas de teu
Antigo
retrato
Verás
o que de bom foi
Planejado
Para
que somente por ti
Enfrente
mar a ser
Desbravado.
Oh,
bela donzela
Decepções
não curadas
No
seio do Senhor
Aonde
tua fé é abençoada
Pois
em sua luz
És
verdadeiramente amada
Pela essência que transmite desta alma..."
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