segunda-feira, 25 de outubro de 2021

Poemas VII: A Dama do Fogo

"No pêndulo do tempo,

Donzela, vi-te passar.

Enquanto girava a roda,

Te punhas a amar.

 

Paciência era virtude com os outros.

Mas defeito teu

Eis ainda traço que não amadureceu.

 

Perdoas rápido os outros

Mas a ti te retém

Culpa pretérita, te fazes refém.

E pergunto eu,

Errou nunca, quem?

Oh, dama amiga

Escuta esta cantiga

Pois te conheço de vidas antigas

E agora almas somos reunidas

 

Dama de fogo

Teu coração é ouro

Das mais sinceras virtudes

Que sob o tempo

Fez-se amplitude

A contemplar.

 

Dama de fogo

Teus pés se fixam em terra

Não te aceitas quando erra

E ao horizonte de tua alma

Vocifera

Sem qualquer espera

De te amar.

 

Pois teu coração é como o mar

Os bravos, desde outrora,

Sabiam navegar.

Mas a tentar te reinar

Procuravam se afogar

Sem saber o valor real

Da beleza tua

A contemplar

 

Mas sê justa

Para o ar

Deve voar

E aos outros encantar

Tal qual sabiá.

 

Dança do fogo gelado

Se te recordas de teu

Antigo retrato

Verás o que de bom foi

Planejado

Para que somente por ti

Enfrente mar a ser

Desbravado.

 

Oh, bela donzela

Decepções não curadas

No seio do Senhor

Aonde tua fé é abençoada

Pois em sua luz

És verdadeiramente amada

Pela essência que transmite desta alma..."

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