"Contam-se histórias de amor
Lamentam
pela dor
Do
dissabor, os vivos
Que
ficam.
Permanecem
presos ao passado
Remoendo
o que não pode ser mudado
Pois
o que foi feito jamais será alterado.
Ei-lo,
pois
Os
que ficam depois
Que
a morte convida a pensar.
Ei-lo,
pois
Os
que deixam para depois
Feitos
que não mais pode realizar.
Em
vida, vi.
Vivi,
segui.
Pobres
homens em labores
Sem
que com isso sonhem
O
que não consomem.
Pois
no campo é semente que planta
Para
semear a dor que se canta
O
camponês.
Era
uma vez
Um
eterno inverno
Confundido
com inferno
Pelos
homens que
O
amor desconhecem
Havia
os que o castelo
Em
vingança assombram
Sem
consciência de si
Sem
ter aonde ir
Mas,
em vida
Em
morte
Contamos
com a sorte
Do
Salvador
Oh,
Pai; oh, irmão!
Não
foi senão jogador
Levando-me
do túmulo
Para
escrever-lhe do ardor
Deixados
pelos atormentados
Dia-a-dia,
porém
Sorrimos
no além
Já
conscientes de nós
Desatando
tais nós
Não
mais tais homens
Estão
à sós.
Vencida
batalha
Interna,
ad eterna
Caminham
os fantasmas
Para
o alvorecer
Prontos
para o esclarecer
De
paz com velhos inimigos
Agora
amados como amigos
Gravados
em velho poema
Esquecidos,
tornam-se lenda
Aonde
houver ouvintes
Esperança
há de se espalhar
Para
que não mais haja
Fantasmas
de Inverno
A
se espreitar."
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