"Lábios como mel
Recebem
palavras do céu
Olhos
tão acastanhados
Fazem-nos
sentir convidados
A
contemplar em
Régia
figura
Beleza
ímpar.
Nos
livros, nos bosques
Nos
castelos, nos jardins
Em
labirintos sem fim
Banhada
de sol
Sentava
cercada de seu girassol
E
sem ser percebida
Cantava
como rouxinol.
Inocência
cercava
Puro
coração
De
cuja intenção
Uma
incógnita permanecia
Aos
que pela vaidade e cobiça
Foram
cegos
Embora
vivesse em prata e cobre
Nada
mais era tão nobre
Que
teu bondoso ser
Cuja
alma em essência
Dominava
toda decência
Que
somente os impuros de fé
Padeciam,
pareciam temer.
E,
no entanto,
Ainda
que nenhum dos homens
Houvesse
coelhões de cortejá-la
De
tais brutamontes
Despontou
Aquele
que Apollo amou.
Abençoado
como Aonis
Amado
como Safo
Ei-lo
belo rapaz
A
quem somente
Donzela
inocente
Se
compraz
Almas
reunidas
Jamais
pelos supérfluos serão vencidos
Pois
amor sincero
Deus
abençoou
Tal
como quando Noé repovoou
Uma
terra pela desesperança marcada.
Justo
é pois o Senhor
Que
permitiu o Amor
De
duas almas antes presas
Em
inexplicáveis tristezas
Agora
reunidas
Na
êxtase sentida
Por
aquelas a quem
O
amor enfim se sentiu
Bem
recebida."
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