Nota do guia de Ogum: "Saudações, leitores assíduos e boas vindas dou aos que recém chegaram. Alguns de vós poderíeis perguntar por que razão me ausentei de tecer comentários nas últimas poesias. Não havia motivo para tal. No entanto, gostaria de reforçar o propósito destes versos. À primeira vista, notar-se-á uma beleza e singeleza nas escolhas de palavras. A métrica segue o padrão das poesias no geral, confirmando-nos que se trata de um poeta que, em várias existências pretéritas, foi espírito de letras. Entretanto, suas experiências, em um olhar mais atento, destacam-se em suas prosas e são elementos importantes para compreender a mensagem que busca trazer. Pouco nos importa, todavia, sua identidade. O que nos é relevante é suas ponderações, feitas belamente em formato de poesia, para que possamos enxergar nossas próprias experiências na carne na Terra por outro viés. E para os mais observadores, não escaparão aos vossos olhos a contemplação Cristíca que aparece em suas palavras. Isto é, o ensinamento que vêm nos legar sobre as leis que Cristo, nosso mestre, modelo e irmão mais velho, veio pregar quando desceu a nós há quase dois milênios atrás. Muito embora William seja caracteristicamente medieval, isso tampouco nos é realmente relevante, dado o aprendizado que deseja compartilhar conosco. Ânimo, boa gente. Não obstante as dificuldades pelas quais passamos, é sempre tempo de sorrir e levar com leveza a vida que, como um sopro, nos faz passageiros. --George."
"Havia muito tempo
Duas
rosas
Inspiravam,
cada qual
Tuas
próprias prosas
Muito
se admira,
É
verdade,
Marcadas
por evidente desigualdade
As
vitórias
Todavia,
olvidam os que proclamam
As
glórias, os espinhos que arranham
Dir-se-á
que recairá
Na
vermelha, a culpa
Por
iniciar
O
ato de usurpar
Jardim
alheio
Mas
havia, antes da vermelha brotar,
Tirano
cujos atos
Fizeram-se
ignorar
Em
verdade, vos indago
Ter-se-ão
ido bem fidalgo?
No
registro,
Pela
vitória escrita
É
fraco o vencido
Vítima
ou vilão
Não
nos compraz julgar
De
geração em geração
Conflitos
de antemão
Produzidos
por falhas de então
Por
aqueles que não sabem dizer não
Sangrou
a branca
Os
gramados de vermelho
Bela
rosa
Mostrou
a que veio
E,
no entanto,
Não
suportou
O
peso da beleza
Que
teu espinho enfeou
Gira
a roda da fortuna
A
todos iguais
Mostrando
que em suma
Cobra-se
a lei.
Que
eu sei?
Nada
clamo com propriedade
Esta
não é minha verdade
Apenas
lamento
Pelo
tormento
Que
olhos comuns não verão
O
peso de uma glória
Que
virou história
Marcada
por gente ilusória
E
que somente despertaram
Tarde
demais
Mas
que eu sei
De
tais rosas?
Fiz
eu parte das troças
Transformando
em meios
Rodas,
para a Fortuna
Tão
oportuna girar
A
fim não de me elevar
Mas
de pôr em meu devido lugar."
Nenhum comentário:
Postar um comentário