domingo, 3 de maio de 2020

Vikings, Uma História

Nota de Ogum: esta foi a terceira psicografia da médium, escrita em torno do ano de 2017. Pensamos que seria interessante compartilhar este sonho inspirado por uma entidade que não quis se identificar. 

"Ragnar havia planejado uma invasão ao leste, qualquer que fosse o destino, embora muito bem arquitetado, o lucro era certo. Afinal, que melhor alternativa às terras geladas batizas de Iceland do que aquelas férteis situada no ocidente? Aquelas que já deram aos danes (nota de Ogum: perceba que o espírito em questão se apropriou do domínio da língua inglesa da médium para expressar o que, em seu idioma nativo, seria difícil transcrever. Danes em inglês significa dinamarqueses, embora esteja se tratando de uma pequena comunidade provinda da Islândia) propriedades frutíferas. 

Desta maneira, juntou-se a um grupo de amigos íntimos dos quais, na verdade, confiava apenas em Brida Lottedottir. Brida era uma bela mulher de cabelos loiros, dourados como o amanhecer do sol; possuía olhos azuis como o oceano, profundos e intensos; seus lábios eram vermelhos e doces, que Ragnar jamais cessava de provar. Deitava-se com ela, mas não havia tido a oportunidade de chamá-la de esposa. 

O dia fatídico, enfim, chegou. Brida era a segunda no comando, responsável pelo ataque. Convocou, de casa em casa, aqueles que sonhavam com conquistas e buscavam recompensas pelas ambições terrenas. A doçura de Brida, no entanto, era contrabalanceada pela ferocidade desencadeada por um espírito indomável. Em que se encontrava sua luz se não perdida pela escuridão interna?

Lagertha, Johanne, Swida e Nadja a acompanhavam na empreitada. Ragnar, por outro lado, depositava sua fé no amor de sua vida, porém não daquela, mas de várias existências anteriores. O barco, dracmar, levou suas buscadoras ao destino. O mar cantava como o vento incessante tentava derrubar cada guerreiro inabalável as próprias ondas em um paradoxo causado por deuses. O destino, meus caros, está selado, até quando é imutável?  

Espíritos sussurram, porém não derrubam, não controlam as decisões finais. De longe observam. De longe, lamentam. Do céu, o uivodo; do céu, a tempestade. Contudo, chegaram ao destino. Desembainharam espadas, a todos atacaram. Ceifaram vidas, banharam-se em sangue. A morte os saudava, pois nenhum deles pedia por redenção?

Oh, doce Brida! Envenenada, mal criada pela ilusão de um amor perdido. Vitima ou não, colheu o que plantou. Mas os deuses ouviram seus lamentos quando foi pega em flagrante, quando os guardas a tomaram, quando os cachorros, sedentos por sangue, cortaram sua carne. Aqui se faz, aqui se paga.

Foi nas chamas que sua vida escaparia de suas mãos, foi pelas lágrimas derramadas de Ragnar que as consequências lhe chegaram. Oh, doce Brida, não há porque se lamentar. Conforto outrora há de encontrar quando se der a chance de perdoar e deixar que Ragnar, renovado, a ensine a amar."






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