Preocupava-me
com a verdade
Sem
demais embelezar minha querida deidade
Temia
insuflar vaidade
Naquela
formosa cidade
Quando
belas palavras,
Proclamei
Em
privado, no público entoei
Afrodite,
musa minha que tanto amei
Preferistes
o bélico Ares
Cujo
amor não se prendeu aos lares
Obedecendo
sempre tuas vontades
Mesmo
quando o Ferreiro te descobriu
Quando
da escuridão, o Sol saiu
Afrodite,
de Ares não desistiu.
Seja
no amor ou na guerra,
Em
formosura vem ela
O
tempo atravessar
Para
aos espíritos tua existência contemplar.
São
poucos os que sabem louvar, oh Afrodite
Não
te disse que o amor como vens trazer
Fazem
os mortais o bom senso esquecer
Provoca
a terra, faz estremecer.
Tua
beleza é divina,
Verdadeira
obra prima.
Oh
Afrodite, teu nome foi pelo tempo deturpado
Mas
jamais alguém que não fosse eu a teria verdadeiramente amado
Mas,
ah! Se eu não tivesse incontáveis vezes reencarnado,
Nada
teria aprendido
Sequer
compreendido
A
lição de teu bem amado.
Despido
do comum pudor
Para
meu pretérito volvo meu olhar com horror
Ao
confundir-te com os anseios
De
minh’alma pecador.
Afrodite,
por divina que seja
A
minha alma a ti incessantemente deseja
Ontem
e hoje, olhando no amanhã.
Para
que digno seja de ti
Nem
Ares belicoso
Ou
Hefesto furioso
Que
eu possa te fazer rir
E
nobreza tua recaia no meu porvir
Oh,
deusa que resplandece nos séculos
Recaia
teu amor sobre os pérfidos
Inspire-nos
sempre ao bem
Sem
a olhar quem
A
ti dedico meu amor
E
progresso
Por
ti novamente confesso
A
minha devoção
O
tempo incapaz é
De
mim apagar
O
que na aurora na humanidade
Veio
a brilhar
Que
o Senhor permita teu nome resgatar
Doce
Afrodite, que para sempre
Vou amar."
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