terça-feira, 21 de setembro de 2021

Poemas II: A Dama e o Cetro.

Nota do guia de Ogum: "Boa tarde, bons amigos e amigas que aqui com paciência nos acompanham neste exercício de fé. Hoje apresentamos mais uma leva de poesias trazida a vós pelo mediunismo psicógrafo, ditado pelo bom espírito William, de epíteto o Bardo. Como podeis ver, traremos em conjunto várias poesias proclamadas por ele e psicografadas mediunicamente. À princípio, foram todas escritas em papel, e agora transcritas para esta máquina tecnológica que chameis de computador. Os poemas, ainda que mais limitados do que as histórias em prosa, não são por isso mais restritos ao aprendizado. Ao contrário, na beleza das linhas abaixo, podeis retirar ricas aprendizagens à luz de nosso Senhor. Pois sabe-se que os talentos dados pelo Pai que nos criou são vários e, portanto, dentro deles há uma vasta expressão que pode nos proporcionar maior entendimento sobre a vida futura, a caridade, o amor ao próximo, o perdão e a misericórdia. Esperamos que estas palavras atingem vossos corações e vossas consciências, fazendo-vos refletir sobre vós e vossas condutas e recordando-vos de que o amor sincero é nossa salvação.- George de Ogum." 


"Muitas damas vi

Poucas donzelas conheci

Vestidas em cetim

Ornamentadas outrossim

De manhã, eram humildes

Pela missa, proveio a cobiça

E na corte

Desandou-se falsa premissa de paz

Rumores espalham

Como palhas que assam

No fogo da dor.

Pecados de saia

Ocultam da aia

Inocência perdida

E Traiçoeira.

Reina sobre elas

Bela rainha

Ambiciosa que retinha

Todo o descaso sobre si.

Do cetro que segurou

Contra seu peito apertou

Cruel loba uivou.

Oh, senhora!

Que fizeste de causa ganha?

Que criaste de tua vingança?

Qual lamento agora ao redor te danças?

Oh, senhora!

Abra teus olhos!

Para não mais prantear

Pela dor

Que jurou não mais causar."

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