Nota do guia de Ogum: "Boa tarde, caros confrades! Espero encontrá-los bem neste último domingo do ano de 2020. Este mês de dezembro, é verdade, tem sido bastante denso para todos os habitantes encarnados da Terra sem distinção. O joio, afinal, já está sendo distinguido do trigo. Dito isto, o conto de hoje, mais curto que os anteriores, vem para fechar, afinal, o ciclo de contos medievais que vêm sido trabalhados já há alguns meses. Como falei inicialmente, foram todos divididos em três sessões: romance, tragédia e guerras. Sendo assim, teremos hoje o último destes a ser transcrito com o propósito, como de costume, de ensiná-los a se conscientizarem nas leis que Cristo trouxe a nós diretamente do Pai há mais de mil anos atrás; de inspirá-los a seguirem na luz na confiança, no amor, na fé em nós mesmos e Naquele que nos criou. Se, de alguma maneira, nós cumprirmos algum destes propósitos, por menor que seja a semente plantada, ficaremos muito contentes. Nada é por acaso e para tudo, sem dúvida alguma, há um motivo. Neste ano tão denso espiritualmente, observamos entre tristeza e alegria vossas movimentações, por certo retirando aprendizados que, a que custo, tivestes de sofrer. E, entretanto, nenhuma batalha é perdida, meus caros. Na verdade, mesmo na História que vossa humanidade construiu aos longos dos séculos e milênios, houve momentos em que se foi necessário perder para ganhar. Nenhuma guerra é vencida colhendo louros durante todo o tempo, e é aqui em que devemos resgatar a coragem que as sombras desejam tolher. Ninguém aqui é covarde, e mesmo o medo pode nos levar a bravura em vencer os obstáculos que se apresentam em circunstâncias ou pessoas que, elas também, vieram nos testar, ensinar ou até mesmo aprender. Com isto, para finalizar esta longa mensagem, espero que podeis tirar destes contos valiosos lições que vos instruam rumo à reforma íntima. Deixo cá meus melhores votos a todos, sem distinção, para o novo ano que nasce. Agradeço a todos por chegarem aqui conosco.- George."
"Todos os anos que compuseram o longo século IX não foram fáceis de maneira alguma a serem vividos, principalmente para os que testemunharam de perto as grandes invasões vikings e, ainda que estas não houvessem existido, as guerras inter-reinos. Fui um saxão anônimo como tantos outros, um guerreiro, soldado, à serviço de nobres que respondiam pela autoridade do celebrado rei Alfred, o Grande. Em verdade, recebi o nome deste porque não eram poucos os cristãos que o admiravam. De fé irredutível e coragem louvável, este rei levou a palavra de Cristo e a praticou em meio a tanta corrupção e hipocrisia moral. Não tive a honra de conhecê-lo pessoalmente, é claro, mas em campo de batalha era como se todos, eu e meus confrades, estivéssemos familiarizados com sua liderança. Serei breve, pois minha vida também a foi.
Meu nome, como deixei explícito acima, era Alfred. À época, não existiam sobrenomes, não eram relevantes ter um. Normalmente, se quisesse ser diferenciado de um quanto do outro, era pelo lugar de nascença, não que isso auxiliassem em muito nisso. Quantos Alfreds não lutavam sob o estandarte de rei homônimo de Wessex? Quantos Alfreds não existiam por toda a Angla-Landa (Nota de Ogum: "Grafia anglo-saxã para Inglaterra") e quem muitas das vezes sequer sabiam que havia um soberano com este mesmo nome?
De todo modo, nasci pobre, camponês. Até aos dez anos conheci o trabalho na lavoura. Capinava para meu pai, um sujeito que passava muito do seu tempo bebendo quando não era violento para nós todos. Nossa mãe havia muito sido enterrada, e com ela alguns irmãos a acompanharam. Havia eu e mais alguns que ainda viviam. Nestes tempos, se a pestilência não o sepultasse antes da maturidade (que era dado a partir dos quinze anos para os homens, e, para as donzelas, aos doze), era um grande milagre do Senhor que o poupou para algo útil no futuro. Em decorrência disso, era o segundo mais velho: Arthur contava doze anos, e, depois de mim, vinham duas irmãs gêmeas chamadas Aelfina e Athelflaed. Cuidava das duas porque não confiava no pai com elas. E dependíamos muito da Igreja Cristã que, embora influente, ainda não era tão poderosa quanto nos séculos a frente, ao menos por aquelas regiões de Angla-Landa.
Como dizia, éramos pobres e sem perspectiva. Não éramos, enquanto família, muito unidos, ainda que eu e meus irmãos nos protegêssemos uns aos outros do pai bêbado e amoral. Era uma verdadeira provação dado que, em outras existências, fomos, os quatro, detentores de terra que abusaram do poder em mãos para fazer mal (ou ausentar-se do bem) aos terceiros. Este pai, em termos espirituais, fora nosso perseguidor. Por isto ele nos detestava, e por isto o temíamos. Contudo, curiosamente, ninguém os detestava verdadeiramente.
Mas um dia os coletores de impostos, homens de fé, vieram nos cobrar. Foi um dia crucial porque como meu pai não havia com o que pagar, vendeu os filhos. Queria manter as gêmeas, mas foi neste dia que, se outrora tão quieto era, me dei a temperamento:
--Não! Se quer mesmo nos vender, que seja, mas não ficará com as gêmeas!--e eu implorei tanto aos padres que, graças a Deus, eles se apiedaram.
Na verdade, Deus se apiedou de nós de alguma forma e nos tirou dos braços de homem beberrão. Pobre ser, preso na teia da ignorância. Mas, na continuidade da história, me certifiquei de que todos ficariam bem. As gêmeas foram enviadas ao convento de Mércia, que era o reino, de certa forma acoplado a Wessex, governado pela filha de Alfred, Aethelflaed, e seu esposo. Lá elas ficariam, mas não mais teria notícias delas tanto porque desencarnei antes dos vinte anos quanto porque o convento era restrito ao contato do exterior. Quanto ao meu irmão Arthur, este se viu inclinado a seguir vida mais pacata e pediu que se tornasse padre agostiniano. Dali nos separamos brevemente. Lembro que um dos coletores se afeiçoou a mim e falou:
--Você, ao contrário dos irmãos, é forte e robusto. O que acha de lutar contra os pagãos, filho? Estamos precisando de guerreiros fiéis.
E em tempos onde a mobilidade social era bastante restringida aos mais ricos (e mesmo assim, havia poucas opções de riqueza para uma moça aristocrática que não fossem casamentos arranjados com nobres poderosos de reinos diferentes, como foi o caso da filha do rei de Wessex que desposou o chefe tribal de Mércia a fim de produzir herdeiros e ser englobado eventualmente por Wessex, já que Alfred sonhava com uma só Angla-Landa, cristã e politicamente subjugada a sua autoridade régia), e nos quais as pestilências deixavam fortes marcas no pensamento social do anglo-saxão, era natural que qualquer perspectiva positiva aparente que fosse oferecida, prontamente era aceitada.
--Mas é claro!--e mesmo eu não entendendo exatamente quem era o deus cristão ou os anjos e todos mais, aceitei porque, na verdade, sentia uma raiva crescente em mim a ponto de querer extravasar. Claro, queria obter ouro e derrotar aqueles vagabundos que invadiam nossas terras e matavam nossos irmãos, mas também sentia um peso em mim que não conseguia identificar o que era.
Embora não odiasse meu pai, era inevitável que não guardasse um rancor dele tanto pela questão espiritual a que expus previamente, quanto pelo fato de eu, enquanto espírito intermediário na escola evolutiva do Pai, me achar ignorante diante do perdão. Uma vez sentei-me com este padre, Sinfurd, que se afeiçoou a mim e eu a ele, e disse:
--Sinto-me burro. Não sei ler, escrever, e não entendo o que as missas dizem. Também não sei se Deus me perdoará por desprezar meu pai.
Sinfurd era um padre velho de acordo com os costumes da época, isto é, estava com trinta e três anos, a idade de Cristo, e seus cabelos, cor de palha, estavam tonsurados. Seus olhos castanhos, sofrendo de leve cegueira no esquerdo, eram simpáticos e seu rosto magro inspirava bondade. Era uma boa pessoa. Surpreendentemente, conservava todos os dentes e o corpo indicava robustez.
--Não há que se sentir assim. Se desejar, posso ensiná-lo tais artes. Mas vejo que quer se confessar. Por que acha que Deus não o perdoaria se Ele oferece perdão a todas as criaturas?
--Porque meu pai é pai por algum motivo, correto? Como podemos sentir isso com aquele que nos gerou?
Ele sorriu.
--Você é esperto para as coisas, menino. E realmente, Deus, quando falou a Moisés, de fato instruiu o profeta a escrever os mandamentos, um dos quais se refere a respeitar os pais acima de todas as coisas, mas não o vejo desrespeitando o seu.
Inesperadamente, chorei.
--Ele nos tratava mal. E batia em todos nós, não consigo respeitá-lo. Serei enviado ao inferno.
Mas Sinfurd se compadeceu de mim e, paternalmente, me abraçou.
--Você é muito exigente consigo mesmo. Realmente, digo que o ódio não faz bem a ninguém e se não consegue livrar-se dele, coloque-o na espada em batalha, mas meu filho... seu pai está endemoniado, deve perdoá-lo. Jesus, na crucificação, olhou para os céus e disse: "Perdoai-vos, oh Pai, pois eles não sabem o que fazem". Os judeus achavam que Jesus era seu messias e, no entanto, lograram-no às mãos dos romanos, enviaram-no à morte. E, apesar disto, Jesus os perdoou.
--Mas ninguém gosta dos judeus--eu comentei, confuso.
--A maioria não, realmente, embora vou lhe contar um segredo. O que o judeu de hoje tem com o judeu de ontem?--ele sussurrou--Não cabe a nós culpar o filho pelos pecados do pai, entende? E não acho que irá para o inferno porque seu pai foi malvado com você. Na verdade, é ele quem deveria ir por ter falhado em educá-lo. Pai e mãe devem se atentar para o dever divino que Deus lhos incumbiu, que é receber a criança e amá-la incondicionalmente sem, com isso, fechar os olhos para os defeitos que têm como obrigação consertar. Sabemos que a prática é diferente, mas o que é o pai terreno em comparação ao pai divino?
"O Pai divino entende que somos falhos e miseráveis, mas Seu amor é tão incondicional quanto aquele por Jesus, que foi crucificado por nós. Ele não nos faltará, não lembra do que te falei: "o senhor é meu pastor e nada me faltará"? Ou mesmo: "ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam". Pois digo a você, filho, que bem-aventurados são os que, de bom coração, se entregam a Deus."
--Mas--eu contestei lentamente--eu não tenho bom coração se odeio meu pai.
--Não vejo ódio em você--retrucou o padre--Vejo ressentimento de quem sofreu nas mãos daquele que deveria te proteger, te guiar. Bom coração todos nós possuímos, mas qual estrada vamos seguir para cultivá-lo? Vivemos em dias obscuros e apocalípticos, meu jovem. Não vê que muitos questionam a própria fé para voltar a idolatria quando somos açoitados pelos pagãos? Isto remete muito aos dias em que Moisés levou quarenta dias e noites para chegar ao lugar que o Pai o havia indicado a levar os escravos que ele libertou. Em meio às dificuldades, aqueles se voltaram para adorar os falsos ídolos, o que provocou ira em santo homem. E sabe por que?
--Por que?--indaguei eu.
--Porque todos nós esperamos presentes e bênçãos do Senhor em momentos tranquilos. Na primeira tempestade, entretanto, olvidam da fé e apegam-se a qualquer coisa que lhes dê paz. Mas é mesmo paz quando se esquece que o Pai nunca nos deixou sós e desamparados? É como se você virasse as costas para mim e fosse cultuar estes seres absurdos que os pagãos chamam de "deuses". Ficaria triste por isso, é claro, mas não cessaria de rezar por sua alma e menos ainda desistira de você.
Aquilo me tocou. Sinfurd viu isso e me sorriu.
--Vê o que digo? O Senhor entende nossas dores mais do que pensamos, mas em cada batalha íntima que lutamos longe do olhar alheio, ele nos dispõe armas para fustigar as sombras que tantos que nos rodeiam jogam em torno de nós. Em vez de abraçar o ódio que seu pai terreno oferece, dê a ele a misericórdia que o Pai divino te ofereceria, se fosse você aquele perdido nas mais densas trevas.
Assenti, pensativo. Entendia, afinal, a palavra de Cristo e me fazia mais sentido as pregações dos padres. Olhei a ele, aquele bondoso homem que, na verdade, foi meu pai em incontáveis encarnações pretéritas e jamais havia desistido de mim. Abracei-o e disse:
--Obrigado por me salvar da danação eterna.
E Sinfurd chorou, pois, como ele diria mais tarde, ninguém o havia dito isso a ele. Sequer tampouco ouvira de outros como eu.
* * *
Afinal, o que era a honra? Devemos demonstrar piedade e misericórdia para os inimigos que não cessam em atacar-nos? Naqueles dias, havia um distanciamento entre a pregação e a prática, talvez porque o medo falasse mais alto. Não julguemos, porque o instinto de sobrevivência foi nos colocado pelo Senhor e era natural que muitos, em anseio pela vida, fugissem e se escondessem. Ou partissem com raiva para batalha.
Na verdade, não havia como escapar do mundo em que vivia. Se ainda era necessário fazer uso da espada, que assim fosse. Era preciso defender a terra, os costumes que fomos criados, as vidas a serem poupadas da moléstia dos outros. Em outras palavras: para todo um ataque, sim, era preciso revidar. Tratava-se, parafraseando as palavras pronunciadas pelo apóstolo Paulo, de "estarmos no mundo", conquanto nós "não somos do mundo". Sim, levantei a espada porque era necessário, mas de outros vícios que eram tolerados e incentivados, não tomei parte.
Cresci entre missas e campos de batalha. Rezava e lutava. Por Wessex, por Angla-Landa! Apiedava-me dos inimigos que vinham em êxtase tentar nos derrotar, a fúria que brilhava naqueles olhos era monstruosa e lamentável. Achavam que era pela violência que obteriam tudo que quisessem. Tolerar os inimigos, a nós que tínhamos as terras queimadas e as donzelas violadas? Oh, não. Eles desconheciam, em sua maioria, esta palavra.
Muitos dos estudiosos de sua contemporaneidade gostam de pontuar, quando não romantizar como fazem a modernidade ascendente, o enfrentamento da morte como uma das causas de os vikings darem tudo de si na pilhagem e no quase sucesso de terem tomado tudo que lhes fizessem frente. Não era bem assim. Eles tinham medo da morte, mas o orgulho que bradiam em seus escudos os impedia de reconhecer isso. Medo era sinônimo de covardia, cautela, de imprudência. Os valores que cultivavam eram materialistas. E não falo isso como se os cristãos de meus dias fossem exemplos puros. Quantos homens não lutei ao lado terem proclamado "Por Jesus Cristo, nosso Senhor!" e, no instante seguido, caído em selvageria com seus semelhantes? Quantos não matavam em desonra? Não digo lutar em batalha para sobreviver, mas matar de maneira covarde. E as donzelas que foram violadas por aqueles que afirmavam defendê-las? Ora, a verdade é que as sombras imperavam sobre os domínios de ambos os lados. Se posso fazer jus aos "inimigos", é que neles afirmavam o que se propuseram a fazer, e os outros, mais esclarecidos, agiam como hipócritas em nome de nosso ilustríssimo mestre.
Para os garotos pobres como eu, a expectativa de vida era ínfima, principalmente naquele contexto. E sobreviver à juventude era realmente um milagre. Mas nada disso corria em meus pensamentos. Se negasse que não gostava da adrenalina e de ter um propósito pelo qual lutar, estaria mentindo a vocês. Como falei, vivia aquele tempo sem exatamente ser daquele tempo.
Peço desculpas em adiantamento por este conto ser curto, mas optei por ser sucinto diante dos ensinamentos que me foram passados e a experiência que com essa vida tive. Ademais, vivi por pouco tempo. Entre vikings e saxões, vivi em batalhas, internas e externas. De mero camponês com ressentimento do pai e da extrema pobreza que nos dominava a vida, cresci um soldado cristão. Não desembainhava a espada até o último segundo, e rezava pelo perdão divino a cada vida esvaída. Creio que, ainda que evitasse o sangue, teria sido pior se estivesse em ambiente doméstico que me propiciasse sentimentos de amargura. Quando uma criança sem prospectivas em tais tempos recebe esta oferta, ainda que fosse da Igreja, não se recusava.
Mas não temia meus inimigos nem seus gritos de guerra. Lutava com as ferramentas que tinha, e se um dia ainda trajei a cota de malha foi porque Sinfurd conseguiu obter uma usada de algum nobre que ele conhecia. A ele fui e continuo sendo grato por tantos ensinamentos que me fizeram ser alguém um pouco melhor. Ninguém se torna "santo", se santifica em ações em apenas uma encarnação, mas podemos nos aprimorar a cada existência.
Quando nos deparamos diante da morte, é quando reconhecemos que nossa vida não nos pertence. Quando a pobreza se coloca sobre nós, é quando percebemos que o orgulho não é nada. Quando a raiva dos nossos rivais, e suas soberbas, nos atingem, é quando devemos nos firmar no amor de Cristo. Não viemos para oferecer a outra face, mas para nos tornarmos cristões além de templos e pregações. Se reconhecemos a hipocrisia e as atitudes em falso do outro, é porque em nós também reside a hipocrisia e atitudes desfalcadas.
Antes de apontarmos o dedo para o próximo, devemos olhar para dentro de nós e vencer o dragão que nos habita o coração. Não odiei os vikings pelos seus cultos ou por serem belicosos, mas por quererem nos tirar a liberdade e a paz eu os lamentei. Não tirei suas vidas para mostrar-me senhor da vida e da morte, porque desta soberba posso garantir que não nutri. Fi-lo para que pudessem ver que tudo o que fazemos há um preço.
Por isto, deixo meus pensamentos aqui registrados neste novo tipo de papel. Que minha voz seja lida, meus pensamentos sejam vistos, minha memória seja compartilhada. Para que não desistem das batalhas, dos inimigos que os assombram ao lado de fora. Para que sejam humildes nesta vida e não julguem o próximo. Para que vejam que nada nos pertence realmente, o mundo é fixo, mas nós não. Somos passageiros, cordeiros de Deus em busca de sua fazenda, seguindo eternamente seu pastor. Que possam os que aqui lerem entenderem o que digo. Não se trata, nunca se tratou, de gladiar contra a fé de quem quer que possuísse, mas do embate entre vícios e virtudes que, embora projetados sobre os outros, caracterizam a nós mesmos.
E lembrem-se, meus irmãos e minhas irmãs, que não é o ódio que responde às lutas do mundo, mas o amor. É o amor que revoluciona internamente e se expande para os outros. Sejam amor em um mundo frio e regido pelo orgulho. Ninguém sabe mais que ninguém. Antes de criticar, reflita se aquela crítica não vale por você também. Antes de bradar "sou cristão", pense, reflita, pondere se está sendo cristão em suas ações. A reza é bela, mas mecânica e inefetiva se brade as armas contra aquele que necessita do amor. Afirmar-se cristão torna-se valor ideológico ilusório se não ajuda os que precisam, se julga os que caem, se aponta o dedo em riste para o erro de terceiros, se se entra em discussões que refletem a disputa de ego. Afinal, atire a primeira pedra quem nunca cometeu um pecado.
Com isto, deixo meus agradecimentos a todos que vieram cá ler e refletiram sobre as palavras que deixo de minha memória. Ao Pai, em primeiro lugar, por ter me oferecido incontáveis oportunidades de reforma intima. À médium e seus guias pela disponibilidade de tempo e energia, pelos bons corações e estímulos do Senhor que me trouxeram aqui. A todos, desejo o melhor, que o amor persevere e conquiste de verdade cada coração e alma, para que possamos encontrar e reencontrar Jesus diariamente e levarmos luz em todos os cantos a fim de repelir as sombras que ainda persistem em nós e outrem. Desejo, pois, um excelente ano porvir. - Alfred de Mércia.
Nenhum comentário:
Postar um comentário