segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

A Cidade Dourada por Mestre Saint-Germain

Nota do Guia de Ogum: "A mensagem que nos foi ditada pelo muito estimado amigo Mestre Saint-Germain foi psicografada pela médium há dois anos atrás, no auge da pandemia. Entretanto, em virtude dos trabalhos que vínhamos produzindo em conjunto com o Alto, não era o momento ainda de torná-la pública. Eis o momento de fazê-lo. Saint-Germain faz parte de um grupo de espíritos que atua dentro da Fraternidade Branca, a qual vela sobre o planeta Terra na égide de nosso mestre e governador espiritual, Jesus Cristo. Para os que desconhecem esta falange, tão antiga quanto se poderia conceber, há literatura confiável sobre o assunto. Nesta psicografia, vereis que nosso amigo Saint-Germain traz ensinamentos condizentes com àqueles que Cristo nos legou por meio de seus evangelistas. O amor e a caridade apresentam-se como pilares para o entendimento de seu trabalho. Além disto, vem nos elucidar sobre outra colônia espiritual chamada "Cidade Dourada", sobre a qual lereis mais adiante e compreendereis do que digo. Rogo aos meus irmãos e irmãs em Cristo, todos nós filhos do Pai Celestial, para que a essência desta mensagem tão bela e cuidadosamente transcrita pela médium em conjunto com os guias espirituais que ajudam nossa missão, chegue aos corações de vós. Deste que vos escreve, saúdo-vos. Que o Pai vos abençoe e acompanhe.--George."

A cidade dourada”, por Mestre Saint-Germain.

“Meus caros confrades, saludo-os a todos! Em tempos como estes onde a instabilidade sacode este planeta, abrindo espaço para que todo tipo de vibração seja inserido, é imprescindível que resgatamos o amor, os ensinamentos de Cristo. Cautela, porém, aconselho para os que estejam nesta missão. Há surdos que escolhem permanecer surdos, cegos que se acostumaram com a caverna de Platão e outros tantos que, novamente digo, escolheram permanecer neste quadro de enfermidades. Cabe a nós, portanto, respeitarmos o uso do livre arbítrio sem que isso nos impeça de fazer nosso dever, de praticar a caridade.

Compreendo a dificuldade que nisto está, mas veja: não seria amor se impuséssemos a outrem, se neste anseio pela liberdade que ruge vossos espíritos proferíssemos nossa vontade. Neste caso, não seria por este sentimento que agiríamos, mas pela posse. Seja ela do conhecimento, da saúde, dos pensamentos, das vontades. As trevas recaem sobre vós para que, outra vez, impunham o véu da cegueira e os conduzem à queda tal qual como se sucedeu com o anjo da Manhã. Cada vez mais, distanciei-vos dos ensinamentos de nosso irmão, de nosso mestre, e foi preciso que um vírus recaísse sobre vós para repensar-vos vossos atos.

Não obstante, a falta de esperança, o desdém e a raiva abriram espaço para a intolerância, a materialidade. Distorceis as palavras de Cristo Jesus segundo vossas vontades para culpar o outro por algo que vós mesmos fazeis.  Se isto é amor, que seria o ódio? Meus amados irmãos e filhos de Deus, por que permaneceis na cegueira? Não há política, ideologia, raiva nem qualquer outro tipo de sentimentalismo resultado da carne que pairam sobre os espíritos da luz. Não somos motivados a atuar sobre uma religião ou outra, que, a propósito, é por si só falha pela criação do homem falho. Fazemo-lo por amor a vós, renunciando a qualquer “expectativa” de retorno. Falei que sois falhos, mas permanecem assim por vossas escolhas. Ah, tendeis muito a aprender, mas ainda há tempo, meus caros. Sempre há! Para aquele que busca, para aquele que espera, para aquele que resigna-se ao ceticismo, há salvação, de fato. Como nada é permanente, vosso estado atual não permanecerá deste modo.

O amor é o sentimento mais puro que poderia existir. Quando amamos de coração, da alma, nada nos alegra mais do que ver o amado regozijar-se com seu sucesso, trilhando o caminho almejado. Da mesma maneira, não somos tomados de tristeza quando vemos aquele que amamos recair no erro, persistir no mesmo? Sobretudo, não insistimos em auxiliá-lo? Tal é como agem os espíritos que vos acompanham. Não estão só, e é disso que vim reforçar. Este amor, que nada exige em troca, motiva vossos amigos e irmãos do plano daqui, do espiritual. Incontáveis colônias agem sobre vossa orbe terrestre a fim de impedir e rechaçar que as trevas recaem sobre vós. Amigos “extraterrestres” vem a vós por caridade e com muita vontade e amor amparar-vos. Auxiliam-vos mesmo “invisíveis” ao vosso olhar da carne.

Nas cidades douradas, estamos todos atuando prontamente a vosso favor. É bem provável que não colheríeis o resultado agora, mas as mudanças em andamento costumam prosperar os maduros frutos apenas subsequentemente. Daqui, observamos vós. Ciganas carregam a mensagem, caboclos atuam neste plano em conjunto com todas as entidades que se ajustam na roupagem fluídica de acordo com a necessidade. A luz é a mesma que brilha sobre vós e estes queridos guerreiros. Nisto, há constância. E o amor é imutável. 

Hoje, dou início a este tipo de trabalho para vos instruir a respeito do que ocorrer nos planos espirituais. Há diversos, uma pluralidade de encantar vossos bons corações, pois infinito é o auxílio a vós prestado como também nas outras orbes que requerem nossa atenção: Mercúrio, Vênus e Plutão, além da Terra é claro, estão em grande necessidade de transformação.

No mais, digo-vos que a constelação celeste envia os mais ternos mensageiros a cada um de vós que, antes de encarnar, fostes doutrinado para esta missão. Cada um de vós sabeis vossas dificuldades, mas a força está na fé e em superá-la. Não desistíeis agora, meus caros confrades! Isto é inspiração dos que não aceitam nossa ajuda e, para tanto, aspiram a derrubar-nos. Mas o amor a tudo vence, disto não vos preocupeis.

Dito isso, creio que minha mensagem principal foi dada. É hora, portanto, de elucidar-vos sobre a cidade dourada. Ela remete muito à Índia dos tempos de ouro, mas somente em aparência é que produz tal associação. Os belos palácios que a médium viu são locais de reabilitação aos espíritos necessitados e que buscam nossa ajuda. Ali, são instruídos por cada entidade que atua sob a autorização dos mestres ascensionados. Doutrinação espiritual ocorre para prepará-los a fim da missão desempenhada, seja ela nos planetas mencionados ou em outros sistemas que por vos sois desconhecidos.

Nas cidades douradas, não há somente palácios, mas outras edificações, “moradas” para os espíritos como seria “Nosso Lar” que o espírito André Luís vos instruiu a respeito. Nestas, estão guardiões responsáveis por eles, atuando quase como da mesma maneira entre os “exus” da umbanda e os “anjos da guarda” na Igreja Católica, embora não sejam definidos como tais de acordo com a denominação de Kardec. São entidades moralmente adiantadas, de fato, mas não a ponto, se é possível fazer comparação, de serem arcanjos. Aqui, na verdade, há alguns que optaram por permanecer neste ato por vários motivos, mas que já receberam a bênção de São Miguel. É uma pluralidade muito positiva de constatar e que cada um de vós podeis aspirar a chegar.

Como vos disse, “cidade dourada” não é diferente de uma “cidade” tal qual a compreendeis. Ela possui sua função de receber os mais diferentes espíritos aqui, numa atuação de colônia. Vibra, é verdade, sob a égide de Mestre Lanto, pois muitos dos que aspiram ao conhecimento genuíno e sem qualquer motivação carnal, são recebidos por ele. Isto contudo, ressalto, não impede que outros espíritos aqui chegam. Conto que, uma vez, desceu um irmão ainda embrutecido ao centro espírita de vossa orbe com a intenção de fazer os médiuns mistificarem. Sua índole era “má”, se é que possamos adjetivá-lo desta forma, e, portanto, prontificava-se a atrapalhar aquela reunião séria. Inspirou mesmo determinados preconceitos que uma das médiuns em questão vinha trabalhando para domar. Em resumo, tentou de tudo o que era possível impedir a realização da caridade. Foi preciso que uma preta velha se aproximasse através da “presidente” da associação e interferisse tudo aquilo. Como resultado, doutrinou este espírito “brincalhão” (ou, na linguagem popular, poltergeist) e o levou para cá. Aqui, na cidade dourada, o levamos ao hospital onde recebeu uma “internação”, isto é, para ser curado dos males que o afligia, ele deveria se submeter aos tipos de cuidado.

Bem, seu nome, direi, era Osvaldo. Ele era um espírito do Antigo Egito que, não obstante algumas encarnações depois desta, foi “malsucedido” em seus processos de obsessão. Em outras palavras: cometeram um mal com ele naquela encarnação antiga, e por mais que se tivesse feito todo um trabalho espiritualmente antes de suas duas encarnações posteriores a fim de fazê-lo entender o que se passava, o rancor permanecia. Tanto que nestas últimas vivências, matou duas vezes aquele a quem tinha lhe feito mal naquela vivência egípcia. Podeis imaginar que, mais recentemente, a médium “preconceituosa” foi a vítima de Osvaldo precedentemente, mas por mais que se esforçasse em mudar seus trejeitos, ele permanecia como “pedra no sapato”. No entanto, neste dia que a preta velha chegou, não ao terreiro umbandista, mas ao centro kardecista, Osvaldo aquiesceu. Uma vez por aqui, a preta velha lhe ouviu tudo o que incomodava aquele ser. Quanto se arrependera, de fato, mas faltava-lhe orientação para desprender-se daquele rancor. A preta velha o assistiu se ele assim quisesse e, bem, posso assegurar ao leitor que atualmente ele está atuando como guardião desta médium nesta cidade, situada no plano espiritual.

Como falei, esta cidade, embora regida pela vibração do nosso amado mestre Lanto, não impede que outras entidades necessitadas sejam auxiliadas. Seria contraditório com as leis do Pai se isto não se sucedesse. A música que toca aqui não há comparação que a possa ilustrar para vós, mas é de uma beleza encantadora de fato. Atualmente, em vossa orbe, há estudiosos que concebem a melodia “clássica”, por exemplo, como principal fator de ajuda para autistas. Outros também apresentam uma pesquisa que indicam a música como auxiliador dos que sofrem de malásias mentais. Nas cidades douradas, ela atua precisamente com esse efeito. Nos hospitais, principalmente nas câmaras reservadas aos que cometeram o ato de tirar a própria vida, elas têm atuando como um remédio, acalmando a mente e fazendo com que o espírito se concentre em si mesmo para se desprender de suas dores. Deste processo, resulta o esclarecimento espiritual desempenhado por cada guia daquele ser. Ela também funciona como terapia (por certo reconhecerão, espero, o termo cada vez mais em uso na Terra que é ‘musicoterapia’) para outros acometidos por doenças como câncer, esquizofrenia, Alzheimer, entre outras.

Há escolas para as crianças, locais de reunião. Neste sentido, talvez seja possível comparar, para melhor associação ao leitor, ao formato das cidades gregas. Platão, em sua breve estadia por aqui, lecionou para os infantes. Os locais de reunião costumam ser regidos segundo as necessidades dos guias daqueles espíritos que ali habitam. Alguns reencontram parentes de vidas pregressas, outros se apresentam para debater algo em grupo, filosofia costuma ser o principal. E não digo a filosofia clássica, mas a da vida: os ensinamentos de Cristo por todas as perspectivas, sejam elas terrenas ou não. Oras, penseis mesmo que aqui habitam apenas os desencarnados da Terra? Novamente sou obrigado a pontuar que não sois as únicas existências planetárias em um largo sistema criado pelo Pai.

Na espiritualidade, nossa principal missão é o amor. Aonde quer que os espíritos em melhoramento se encontrem, nós iremos a eles para instaurar este sentimento a fim de auxiliá-los a reencontrarem a si mesmos. A insegurança constitui, muita das vezes, o pilar de tantos outros sentimentos que sacodem vossos espíritos. Alguns dentre vós chega a nós em busca da apometria porque está enraizada em vosso períspirito. Aqui, na cidade dourada, não há distinção no tratamento direcionado aos filhos do Pai. O amor, volto a dizer, é nossa força-motriz. Psicólogos (há vários de acordo com as suas linhas de trabalho) também atuam aqui. Há os “não-tradicionais” que agem dentro das moradas dos espíritos fora do hospital espiritual. Para tudo, uma necessidade, um motivo. Nada sai sem explicação.

Carrego aqui outro exemplo comigo. Maria Lourdes, de 35 anos, sofria de depressão em sua última encarnação, por volta dos anos 1960 (segundo a vossa concepção terrena). No entanto, era uma depressão atípica, por assim dizer: ajudava a todos que precisavam e cumpria com louvor todos os afazeres. No entanto, um vazio percorria-lhe a alma e, embora valorizasse a vida, este nunca realmente desapareceu. Quando desencarnou, viu-se em algo próximo ao “umbral”, mas não da maneira como a ficção televisiva vos costuma ilustrar. Seu guardião chamado Lucius lhe disse da seguinte forma:

“A senhora não pensou em vós mesma, permitiu-vos se afundar em certo suicídio indireto. Não valorizou vossa vida, vossos pensamentos, ao contrário, fugiam para a escuridão que de outras vidas vos assombrou.”

O que este moço quis dizer? Fora suicida, de fato, mas não sobrepôs as dificuldades psicológicas de outrora. Não obstante, seu merecimento (pelas boas obras, pelo amor dado sem troca aos outros, em suma, pela caridade) a fez com que fosse transferida para cá. Na cidade dourada, foi esclarecida e seu espírito atuou prontamente em tudo o que lhe fosse necessário. À luz do sol que aqui banha a todos, a escuridão interna se dissipou. Ela compreendeu que o amor de Cristo vale para vós próprios também. É claro que há uma diferença entre amor-próprio do egocentrismo. E como diferenciar um do outro?

Quando luteis pela vossa liberdade, quando se desvencilheis das amarras da carne para atuar na caridade, para libertar o vosso irmão, estás, sem dúvida, seguindo as leis de Cristo, as leis do Grande Pai. Entretanto, e vós? Permitíeis com frequência que as amarras dos outros escravizem vossos corações. Relegais a “outra encarnação” o que poderia ser resolvido hoje. Cada um com sua individualidade, por certo, mas recordeis do que falei de início? Respeitais o livre-arbítrio do outro, mesmo que ele insista em permanecer na caverna de Platão. Por que não respeitais a vossa também? Não sois livres para amar tanto quanto o faz com os outros?

Amor, como falei, nada tem a ver com posse. Vem de dentro para fora. A caridade precisa ser praticada convosco também. Aceitem vossos sentimentos, quaisquer que eles sejam, para que os mesmos não vos subjuguem. Nada é permanente, tudo é passageiro. Sois amor, sois a Palavra! Lutero, há muito tempo, incentivava que a Palavra de Deus fosse pregada sem o uso das armas. Os tolos, é claro, o interpretaram segundo suas limitações bélicas, mas refaço uso de suas intenções.

Se sois a Palavra de Deus e a pregueis através da prece quando nos outros, por que não fazeis o mesmo convosco?  Para os que buscam, solução há! Demonstrei dois casos que, segundo vossas concepções terrenas, representariam um “horror” do tipo de humano. Ao menos o primeiro. O segundo provocaria “horror” por que quem presumiria que uma boa pessoa pudesse sofrer de depressão? Ambos foram curados. Hoje em dia, atuam na luz e seguem firmes na evolução do Pai, aprimorando-se sob suas leis. Por que com vós serieis diferente?

O amor a tudo cura, o amor a tudo vence. Penseis mais em como tratais vós mesmos, aceitando migalhas dos que presos à matéria estão. Amai-vos como vossos guias vos amam. Aceitem mais, refutem menos. Em um de meus trabalhos pregressos, Cristo ao meu lado esteve para comunicar que não é somente Ele o que possui a Palavra, mas todos vós poderíeis sê-lo, se já não sois!

O caminho aberto será vos dado, aumentem vossas vibrações. Nada é impossível, isto não existe. Amais-vos como o Pai vos ama. Aceitais vossas imperfeições e entendais que não sois por elas definidas. Costumo dizer que se Nero pôde se tornar Gandhi, o que um ser em adiantamento poderíeis se tornar?

Esquecei-vos de que a fé racionalizada não implica no excesso de ceticismo, tampouco permite a velha crença de “só acredito vendo” que muitos de vós praticam ainda que se vos perguntasse diretamente sobre isso, direis que não. O Pai não vos aparece encarnado, e, no entanto, não credes Nele? Não sabeis que Ele existe e que a tudo vê, a tudo sente, em tudo está? Contudo, Ele está “invisível” aos vossos olhos da carne. Ainda assim, a existência é perceptível. Por que, segundo a lógica, torna difícil crer em outras existências, em espíritos de luz que atuam ao vosso lado? Preciseis de prova material? Amados irmãos, filhos queridos do Pai, sois como Ele, de partícula divina! Por que deixar-vos ser definidos pela matéria?

Desapeguem disto, peço-vos, de ideologias vazias que nada levam, de superficialidades que nada vos acrescentam. A fé é salvadora, e é dela que precisam. Pois junto à fé, vem o amor, a caridade, a Verdade.

Tais ensinamentos procuro propagar aos discípulos que vêm trabalhando comigo tanto aqui quanto lá. Alguns dos encarnados levo à cidade dourada para que possam enxergar com mais clareza daquilo que trato. Contudo, não penseis que isso se limita a um número de escolhidos. Não credes neste conceito bobo de predestinação. Todos vós sois destinados às grandezas se assim desejarem. Por tempo maior que demorar, afinal, não há pressa, isso ocorrerá. Permita-vos aceitar o que digo.

Amais vos uns aos outros... mas como amai a vós mesmos.

Que a Paz esteja convosco, meus filhos.

Em breve, retomarei.

Assinado por Saint-Germain."

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