segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Poemas III: A donzela de pedra.

Nota do guia de Ogum: "Boa tarde, bons amigos e mui amados seguidores. Dando continuidade aos poemas de nosso amigo William, de epíteto o Bardo, esperamos que esta obra, ditada por bondoso espírito, possa chegar a todos vós no intuito de instruí-los como a arte, à luz dos ensinamentos de Cristo, nos ensina a sermos melhores enquanto espíritos. Afinal, em tudo o que se coloca o coração, é possível retirar daí aprendizado. É neste sentido que trazemos estes poemas psicografados, pois, ainda que a essência seja medieval, reflexo da entidade que viveu ao longo deste período da história humana da Terra, há muitos ensinamentos a serem aproveitados. Pensando nisso, vos deixo aqui com este belo poema intitulado "a donzela de pedra". Que a paz de nosso mestre Jesus vos acompanhe e que a graça de nosso Pai Maior recaia sobre todos vós.-George."


"Em meio à guerra

No castelo de pedra

Conheci gentil senhora

A quem dedico esta prosa.

 

Delicados são os traços

Que marcam seu rosto

Âmbar é a cor

Que embeleza as írises

E esconde sincera dor.

 

De madeixas dourados como o sol

Vestia-se como própria estrela

Brilhando no esplendor

Quando na dança

Encontrou meu amor.

 

Eram como dois opostos

Que no menor encontro

Intensidade vivia

E logo se via

Que a luz do sol

Apagará a da lua.

 

E a que preço bom rapaz

Que não soube dizer não

Chamou de tua

Dele canção

 

Em meio às guerras

Sangrou também

Nobre donzela

Pois roubado foi seu amor

Glorioso esplendor

De volta aos braços

De Nosso Senhor.

 

Aqui e agora

Espadas dançam afora

Sem o consentimento de outrora

Para anunciar o agora

Do novo amanhecer.

 

Desperte, nobre donzela!

Das canções, do remorso,

Das baladas, do que um dia foi nosso.

Para o teu reviver.

 

Na busca pelo saber

Haverá de encontrar

Fantasmas a amar

Fantasmas a perdoar

Para que ti também

Gloriosa dama,

Desperte de tua cama

E deixe que te ama

Longos os que por ti

Souberam te esperar.

A fim de que possa

Recomeçar a amar.”

terça-feira, 21 de setembro de 2021

Poemas II: A Dama e o Cetro.

Nota do guia de Ogum: "Boa tarde, bons amigos e amigas que aqui com paciência nos acompanham neste exercício de fé. Hoje apresentamos mais uma leva de poesias trazida a vós pelo mediunismo psicógrafo, ditado pelo bom espírito William, de epíteto o Bardo. Como podeis ver, traremos em conjunto várias poesias proclamadas por ele e psicografadas mediunicamente. À princípio, foram todas escritas em papel, e agora transcritas para esta máquina tecnológica que chameis de computador. Os poemas, ainda que mais limitados do que as histórias em prosa, não são por isso mais restritos ao aprendizado. Ao contrário, na beleza das linhas abaixo, podeis retirar ricas aprendizagens à luz de nosso Senhor. Pois sabe-se que os talentos dados pelo Pai que nos criou são vários e, portanto, dentro deles há uma vasta expressão que pode nos proporcionar maior entendimento sobre a vida futura, a caridade, o amor ao próximo, o perdão e a misericórdia. Esperamos que estas palavras atingem vossos corações e vossas consciências, fazendo-vos refletir sobre vós e vossas condutas e recordando-vos de que o amor sincero é nossa salvação.- George de Ogum." 


"Muitas damas vi

Poucas donzelas conheci

Vestidas em cetim

Ornamentadas outrossim

De manhã, eram humildes

Pela missa, proveio a cobiça

E na corte

Desandou-se falsa premissa de paz

Rumores espalham

Como palhas que assam

No fogo da dor.

Pecados de saia

Ocultam da aia

Inocência perdida

E Traiçoeira.

Reina sobre elas

Bela rainha

Ambiciosa que retinha

Todo o descaso sobre si.

Do cetro que segurou

Contra seu peito apertou

Cruel loba uivou.

Oh, senhora!

Que fizeste de causa ganha?

Que criaste de tua vingança?

Qual lamento agora ao redor te danças?

Oh, senhora!

Abra teus olhos!

Para não mais prantear

Pela dor

Que jurou não mais causar."

terça-feira, 7 de setembro de 2021

Poemas I: Da Natureza Medieval

Nota do guia de Ogum: "Caros e caras leitores, mais uma vez nos encontramos com a missão que nos foi encarregado de dar cabo pelo Alto, com a permissão do Pai Maior, que a tudo sabe e a tudo vê. Pedimos desculpas por longo período de ausência, mas este foi necessário por motivos pessoais concernentes à médium que não nos cabe explicitar. E, no entanto, conforme prometido, retomamos as atividades de psicografia com o intuito de ajudar espiritualmente aqueles que, desencarnados, o necessitam tanto quanto possamos auxiliar os que na Terra se acham encarnados. Que as mensagens encontradas nos contos ou poemas destes bons espíritos que vieram dispor de seu tempo para passá-las a vós, possam servir de algum proveito. Dito isto, ao longo desta semana serão publicados uma série de poemas ditados pelo espírito William, o Bardo. Deixarei que, em momento oportuno, ele se apresente. Quando for necessário, tecerei os comentários outra vez. Que a paz do Senhor esteja sempre convosco. -George."

Apresentação: "Bons amigos da Terra, eu os saludo. Apresento-me aqui com o nome de William, o Bardo, pois similar ocupação, ao que a modernidade hoje em dia chama de poeta, foi por mim praticado em um contexto histórico distante do vosso. Em verdade, William é somente o nome espiritual que me atribuíram, e com a liberdade em levar a palavra do Amor, tão belamente ensinada pelo nosso maior mestre, modelo e guia, senhor Jesus, me coloquei ao seu serviço enquanto bardo. Dito isto, sou apenas mais um trabalhador na espiritualidade e espero tocar os corações daqueles que perderam a esperança no Amor, e recordar-vos de que o mesmo não se restringe somente ao corpo, mas, muito mais amplo, é sentido e expressado de várias formas pela alma. Que o Senhor vos acompanhe, amigos. -William, o Bardo."

"Da Natureza Medieval.

No alvorecer

Vedes tu crescer

Aquilo que vem a te prover

Nada teu é

Supondo necessário crer

Aquilo que te deves ver.

Produção tua, camponês,

Há de padecer

Nas mãos dos que nada têm a perder

Vede, pois, em outro alvorecer

Não a praga, que

Deus deu a ti força a vencer

Mas inteligência para sobreviver

O labor injusto que

Recai da natureza

Sobre ombros teus."






Contos de Nanã, vol.1--Nas Areias Do Cairo, pelo Espírito X.

Nota da guia de Nanã: "Caríssimos amigos, irmãs e irmãos na Terra. Em nossa longa caminhada espiritual, habitamos inúmeras moradas do P...