domingo, 30 de janeiro de 2022

Por que Sofremos? Pelo Espírito Caboclo da Águia

Nota do Guia de Ogum: "Boa noite, irmãos e irmãs em Cristo. Neste dia de hoje, 30 de janeiro do ano de 2022, chegou às nossas mãos muito importante mensagem de grande amigo nosso espiritual, que atende pelo nome Caboclo da Águia. Embora seu conteúdo possa ressoar às particularidades da médium, concordamos que a mensagem deve ser tornada pública em virtude da grande relevância que ela apresenta à luz dos ensinamentos de Cristo para aqueles que buscam sinceramente se esclarecer espiritualmente e procurar seguir o bom caminho que nos eleva ao Pai Criador. Diante de rico ensinamento, deixo aqui a ser transmitida publicamente valioso ensinamento trazido por antigo espírito. Que Deus os abençoe hoje e sempre.--George."


“Por que sofremos?”

“Por que sofremos, eu pergunto. Em um mundo que progride, ainda que a passos lentos como muitos decerto pensarão, ainda há um grande predomínio de dor e sofrimento sobre as almas tanto encarnadas quanto desencarnadas. Sou apenas um de muitos que busca auxiliar na luz da divindade nossos irmãos em um esforço em libertá-los de suas próprias ilusões.

Muito se sabe que a causa do sofrimento repousa em ilusões que refletem, por sua vez, no apego. Os problemas por quais vasta maioria passa são resultados deste apego em suas diversas expressões. Mas se são os causadores destes, por que não podem ser aqueles que os resolvem?

Desde a antiguidade, a humanidade busca transferir a culpa de suas ações para criaturas como divindades maléficas, espíritos caracterizados como demônios ou o próprio diabo. O orgulho, principal causa disso tudo, é como um véu que cega seus olhos para as suas sombras. A cada existência, esta sombra é alimentada por uma ferida que não é cuidada. Disto surge uma bola de neve que eventualmente explode. Mas em vez de buscarem a solução na centelha divina que existe dentro de cada um de vocês, fazem na materialidade. Desenvolvem crenças limitantes que encorajam a uma disputa de narrativa que, em verdade, é tão somente reflexo do ego que os restringe a vê-los quem realmente são.

Crenças, sejam elas quais são, mudam lado a lado da humanidade. A História humana é-nos indício disto. Mas a questão não é esta, embora certamente repousam em uma das várias causas para que sofram tanto. Pergunto: por que procuram a solução no meio de fora? A religião por si só não basta, e sabem disso. Nem também objetos materiais. Doenças da alma refletem no corpo. E clamam por atenção.

Vejam: o que é a ansiedade? Excesso de pensamento, expectativa, projeções acumuladas. Quando não são acolhidas e cuidadas, resultam em constantes dores de cabeça. E quando não são verbalizadas, geram dores de garganta. Quando muito se engole aquilo que deveria ser dito, observamos surgir no corpo humano a dor no estômago. E entre outras causas. O corpo e a alma estão ligados, e a medicina terrestre vem progredindo quanto a isto.

Venho fazer um alerta relevante. Cuidem de seus sentimentos. Não julguem os outros a partir de suas realidades, as quais são moldadas segundo suas inclinações pessoais. Ninguém é, em verdade, mais “evoluído” que outro por ter se desprendido de certas crenças que o irmão necessitado ainda se acha mergulhado nelas. Cuidado. “Não julgueis para que não sedes julgados”. “Por que se preocupas mais com o entrave no olho de teu irmão do que no teu?”. Recordam destas palavras de nosso mestre iluminado?

O temperamento é resultado de um ferimento que não foi cuidado. Observem um cachorro ferido: ele não atacará o dono? Um pássaro que tenha quebrado uma asa não piará desconfiado? Um falcão por ventura machucado não receberá auxílios com desconfiança? Meus irmãos e minhas irmãs, cuidem deste seu temperamento. Evitem desgastes. Não falem alto, não gritem. Isso não resolverá em nada. “Nasci assim” alguns dirão, mas será que a personalidade é tão imutável assim? Será que a idade é empecilho para a mudança radical? Ou será que estão acostumados com a ferida que vocês mesmos causaram?

Em situações que nos irritam, é normal tendermos a vociferar. Sobretudo quando sofremos uma injustiça, quando somos julgados por aqueles que deveriam nos acolher e encorajar a sermos melhores. Todavia, não existe perfeição na Terra como se sabe. Por isso incontáveis religiões e religiosos promovem a reforma íntima: olhem para dentro, busquem se conhecer para que possam mudar. Só que mudar pede para sairmos da zona de conforto e isso é doloroso, não é mesmo? Diante das facilidades que o mundo moderno provem, deixar as vantagens de lado e reconhecer que erramos e que muito do que temos não necessitamos, vai de frente ao nosso orgulho.

Apesar disso, precisamos dar o primeiro passo. Quem com espada fere, por ela será ferido. Não sejam aqueles que guardam em suas mãos a espada, ou mesmo a flecha. Curem-se, meus irmãos e minhas irmãs. Sei que o processo é difícil, mas se não fizerem isso por vocês mesmos quem vai? Aquele que julga está tão ferido quanto vocês, mais infeliz até. Pois quem realmente se contenta com o que é, quem se acolhe na luz da temperança, não ferirá o próximo com o poder da língua.

Em uma situação que os colocará de frente aos seus antagonistas, reflitam: ainda que tenha sido magoado, preciso mesmo fazer com ele o que foi feito comigo? Há realmente necessidade de mostrar ao mundo o que não sou? Preciso agradar a todos, falar o que não concorda meu coração e querer controlar aquilo que foge do meu controle?

Não deixem que suas imperfeições constituem empecilho para encontrarem-se com o Sol e a Lua. Deus Pai e Deus Mãe são Uno em suas essências assim como cada um de nós abraça e reflete a feminilidade e a masculinidade que vivemos por incontáveis existências. O espírito é imortal. É passageiro. Não se apeguem tanto àqueles que desejam agradar. Não confundam caridade com subserviência. Não confundam piedade com o desejo de mostrar ao outro um caminho que não é dele a seguir.

Ponderem estas palavras, eu rogo. Se assim o fizerem, me contento. O pensar criticamente é o primeiro passo para a reforma íntima. E ela, por vagarosa que possa ser, é como a semente de uma árvore forte que pode demorar a sair da casca, mas à força das intempéries se levantará e dará frutos.

Há sempre tempo de mudança, meus irmãos e minhas irmãs. Não estão abandonados de modo algum. Sejam livres como a borboleta: mudem-se e voem mais alto. A ajuda está ao lado de vocês, ainda que o orgulho os impeça de vê-la. Uma só palavra e serão salvos. A fé é capaz de transportar montanhas. Libertem-se do ego, daquilo que é passageiro e  não os pertence.

Que assim seja. E que a Divindade Maior os proteja e guie em sua infinita sabedoria.

Ahô.

Caboclo da Águia.”

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Um Ode à Beleza pelo Espírito Sappho de Afrodite

Nota do Guia de Ogum:"Bons irmãos e irmãs, filhos do Pai Celestial, saúdo-vos outra vez. Nesta mensagem que trazemos hoje, peço-vos, como de costume, para atentar-vos ao ensinamento belíssimo que nossa amiga espiritual Sappho, da falange dos que atuam sob a égide daquela que atende por Afrodite, vem nos trazer. Pedimos para que não vos apegais tanto à identidade deste espírito diante da relevância contida na essência desta psicografia. Uma vez mais agradeço-vos pela paciência e por acompanhar-nos neste trabalho que também vos envolve em diferentes graus. Que o Senhor vos acompanhe hoje e sempre--George."

“Esqueceis em vossa contemporaneidade que a beleza não se trata somente do aspecto físico segundo um padrão por vós determinado. Não se refere tampouco ao superficialismo, à vaidade do ego. Menos ainda à matéria, embora a mesma faça parte da beleza.

A verdade é que ela tem sido objeto de culto por muitos milênios, séculos atrás, não como expressão de apego, mas a de equilíbrio. Platão já colocava em seus estudos o balanceamento do físico e do mental. Traduziu-se tal aspecto através da ginástica e da música. Mas compreendemos isso como reflexo de outro aspecto: aquilo que a alma oferece junto ao corpo. Pois um responde ao outro, sempre foi assim, exceptuando-se, talvez, quando a criatura é dominada sobremaneira pelos instintos animalescos.

No oriente, vemos em Ishtar, no ocidente, em Afrodite, o culto à beleza. Traços harmonizados que não se limitam à sedução, à cópula desenfreada, mas ao amor enquanto templo, na admiração de produto divino. É ver na criação terrena arte que nem mesmo o homem mais habilidoso será capaz de reproduzir, seja pelas esculturas, seja pela tecnologia. Não é no peso, no formato do corpo ou do rosto, nem somente pelo que oferece o cérebro. É, ao contrário, a relação de criatura e criador.

Que é a beleza? Vedes que, no desequilíbrio, dizeis que determinado ser humano portador de admiráveis traços e falho de caráter é um “desperdício”. Expressões como “é bonito, mas não vale nada”; “bonitinha, mas ordinária”, dentre outras, permeiam vosso vocabulário para pintar o descontentamento na descoberta de uma desproporção entre o físico e o mental.

Contudo, sois vós os responsáveis por este “culto” à vaidade, uma vez que tentaram muito pouco em equilibrar isso. A começar, a autoestima. Não falo de Narciso, que se apaixonou por si a tal ponto que olvidou-se de si mesmo e da divindade, mergulhando em profundo descontentamento. Falo da auto apreciação, processo de fora para dentro tanto quanto de dentro para fora.

Muitos de vós colocam nisto sobre outros, responsabilizando parceiros e familiares por como se senteis convosco. Não apreciam a vossa relação com o cósmico, por isto desvalorizais a vós mesmos diante de crítica de sobrepeso, disto, daquilo, etc. Se Deus, em sua máxima, expressa o amor e a fé em cada um de vós, porque esperais que outros correspondem a isto? Não é Ele quem ama sem esperar nada de vós, não é Ele quem perdoa sem esperar que nós conheçamos a humildade para pedir perdão por erros cometidos?

Há elementos cósmicos em vós que pedem diariamente por este balanço. Encontrá-los-ei em vosso espírito. Dali, compreendereis que foram feitos à imagem D’Ele. Maior modelo enviado à vossa orbe já vos dizia que “sois todos deuses”, que poderíeis fazer como ele, se não “muito mais”.

Se não entendeis as qualidades e os defeitos que caracterizam vossa alma, se não as abraceis e as acolhei sem desfavorecer uma sobre a outra, como podeis vos apreciar? Não são outros que direis a vós como sois, tal cabe somente a vós. Em todos há luz, e o livre-arbítrio é Deus designando a vós o poder sobre vós mesmo.

Na Antiguidade, embora mal compreendidas, Vênus, Afrodite e Ishtar traziam em seus templos o amor próprio como valor ao Criador. Pois se somos o templo D’Ele, que expressão maior se não devotarmos amor a ele através de nós? De modo que o amor sairá de dentro e povoará tantos os que dele necessitam. Elevamos, assim, as vibrações ao amor. A sexualidade é secundária. A vaidade, é inexistente.

Contudo, presos à matéria, os homens entendiam tais deidades como expressões de uma sensualidade latente. Ora, a sensualidade enquanto expressão do amor não é desvio de conduta moral conquanto esteja situada no equilíbrio. A sensualidade contra a qual a espiritualidade adverte é o modo como ela é usada: para seduzir outros a troco de que, ou de quem? A luxúria é mal vista porque é o nome atribuído aos excessos da carne. Sabemos que tudo que trai o balanço não pode ser positivo.

Mas, como falei, ela não é o principal fator para que admiremos a beleza. Não a vemos na criação como todo: nas árvores, na grama, nos animais? Por que devemos ignorar em nós mesmos? Vós, espíritos encarnados, opteis por aquele corpo, mas parecem constantemente insatisfeitos convosco e projetais isto nos outros sob camuflada “preocupação”. A insatisfação, porém, se transformou em vosso padrão a ser seguido: olvideis a divindade do trabalho permeado em conjunto entre a alma e o corpo para valorizar um sobre o outro. Disto surge a vaidade, e vedes que o vaidoso não é feliz: está a buscar o que somente com atributos da alma se conquista. E vice-versa, pois há o vaidoso acadêmico que crítica os corpos e expressões de almas outrem para justificar a ausência de autoaceitação.

Esta ausência é falta de fé. A insegurança é como um terremoto, e se não fixardes vosso pilar em Deus, como vencerás? Não é através das expectativas dos outros, mas de vós com a divindade. Afrodite veio nos ensinar sobre amar-nos, aceitar o que oferecemos, fisicamente ou não. Antes de ofertar vossa beleza física ao outro, ofereçais a vós. Antes de dar ao outro vosso intelecto, lembrais de vós. Na balança da vida, restaurais vossa beleza como Deus a potencializou para tal. Como resultado, sereis mais sereno e comedido, sem exageros.

Com cautela, vereis que a insegurança é a falta de fé em vós na maioria dos casos. Para os que não souberem podá-la, transformá-la-á em inveja, ciúme, possessividade... expressões da matéria sobre o espírito, atuando como prisão sobre a mesma. Mas quando souberdes que, não obstante as sombras de pretéritos vos acompanhardes ainda no presente, há luz a oferecer, vereis que podereis fazer uso dessa para si. Como amar e trazer outros a vossas vidas sem cuidar antes de vós?

“Amai-vos uns aos outros como vos amei.” Vedes como o amor é inerente à beleza. Haveria de ser o contrário? Digo-vos que não.

Uma das grandes causas dos conflitos de famílias, amigos e outros relacionamentos resume-se a esta falta de amor, empatia: vossas almas carregam feridas que, por orgulho, não volveis vosso olhar para tentar-vos curar e assim projetais nos outros. Aceitais-vos quem sois antes de criticar o próximo por não cumprir as expectativas que vós mesmos criais. Amai-vos, meus irmãos e minhas irmãs. Olhais para vós mesmos sem maquiagem e entendeis que há beleza que somente é reforçada por tal pintura. Sois pintores de vós, há arte esperando ser posta em público.

Lembrai-vos de Vênus, que venceu a guerra contra suas inseguranças para amar-se a fim de oferecer o amor justo aos outros. Lembrai-vos de Afrodite, que sabiamente distribuiu, sem perder de si mesma a essência, o amor que dela naturalmente fluía. Lembrai-vos de Ishtar, cuja sensualidade jamais foi a da carne, mas a do espírito alegre que expressava em si beleza única do contato de espírito e carne.

Há tanto a admirar sem criticar. Há tanto a amar sem perder-se no dar. Vedes onde depositais vossas energias. E lembrai-vos que sois parte do cósmico e como tal, espelham o amor puro e divino que Deus colocaste em vós. Sois templos, tratai-vos como tal. Sois como igrejas, de onde flui vossa fé. Repito aqui a máxima: “Não olheis para vossos pecados, mas para a fé que anima vossa igreja.”

Amai-vos e admirai-vos sem recair nas falácias da superficialidade. Amai-vos e admirai-vos na serenidade como Cristo vos ensinou. Amai-vos e admirai-vos segundo Afrodite contemplou.

Pois se quiserdes ser amados, há pois que encontrar o amor em vós mesmos. Na troca com o cosmo, paira ao exterior espelho de vós mesmos. Tendeis fé e creiais mais em vós como o cosmo credes em vós.

De vossa estimada irmã, Sappho de Afrodite.”

A Cidade Dourada por Mestre Saint-Germain

Nota do Guia de Ogum: "A mensagem que nos foi ditada pelo muito estimado amigo Mestre Saint-Germain foi psicografada pela médium há dois anos atrás, no auge da pandemia. Entretanto, em virtude dos trabalhos que vínhamos produzindo em conjunto com o Alto, não era o momento ainda de torná-la pública. Eis o momento de fazê-lo. Saint-Germain faz parte de um grupo de espíritos que atua dentro da Fraternidade Branca, a qual vela sobre o planeta Terra na égide de nosso mestre e governador espiritual, Jesus Cristo. Para os que desconhecem esta falange, tão antiga quanto se poderia conceber, há literatura confiável sobre o assunto. Nesta psicografia, vereis que nosso amigo Saint-Germain traz ensinamentos condizentes com àqueles que Cristo nos legou por meio de seus evangelistas. O amor e a caridade apresentam-se como pilares para o entendimento de seu trabalho. Além disto, vem nos elucidar sobre outra colônia espiritual chamada "Cidade Dourada", sobre a qual lereis mais adiante e compreendereis do que digo. Rogo aos meus irmãos e irmãs em Cristo, todos nós filhos do Pai Celestial, para que a essência desta mensagem tão bela e cuidadosamente transcrita pela médium em conjunto com os guias espirituais que ajudam nossa missão, chegue aos corações de vós. Deste que vos escreve, saúdo-vos. Que o Pai vos abençoe e acompanhe.--George."

A cidade dourada”, por Mestre Saint-Germain.

“Meus caros confrades, saludo-os a todos! Em tempos como estes onde a instabilidade sacode este planeta, abrindo espaço para que todo tipo de vibração seja inserido, é imprescindível que resgatamos o amor, os ensinamentos de Cristo. Cautela, porém, aconselho para os que estejam nesta missão. Há surdos que escolhem permanecer surdos, cegos que se acostumaram com a caverna de Platão e outros tantos que, novamente digo, escolheram permanecer neste quadro de enfermidades. Cabe a nós, portanto, respeitarmos o uso do livre arbítrio sem que isso nos impeça de fazer nosso dever, de praticar a caridade.

Compreendo a dificuldade que nisto está, mas veja: não seria amor se impuséssemos a outrem, se neste anseio pela liberdade que ruge vossos espíritos proferíssemos nossa vontade. Neste caso, não seria por este sentimento que agiríamos, mas pela posse. Seja ela do conhecimento, da saúde, dos pensamentos, das vontades. As trevas recaem sobre vós para que, outra vez, impunham o véu da cegueira e os conduzem à queda tal qual como se sucedeu com o anjo da Manhã. Cada vez mais, distanciei-vos dos ensinamentos de nosso irmão, de nosso mestre, e foi preciso que um vírus recaísse sobre vós para repensar-vos vossos atos.

Não obstante, a falta de esperança, o desdém e a raiva abriram espaço para a intolerância, a materialidade. Distorceis as palavras de Cristo Jesus segundo vossas vontades para culpar o outro por algo que vós mesmos fazeis.  Se isto é amor, que seria o ódio? Meus amados irmãos e filhos de Deus, por que permaneceis na cegueira? Não há política, ideologia, raiva nem qualquer outro tipo de sentimentalismo resultado da carne que pairam sobre os espíritos da luz. Não somos motivados a atuar sobre uma religião ou outra, que, a propósito, é por si só falha pela criação do homem falho. Fazemo-lo por amor a vós, renunciando a qualquer “expectativa” de retorno. Falei que sois falhos, mas permanecem assim por vossas escolhas. Ah, tendeis muito a aprender, mas ainda há tempo, meus caros. Sempre há! Para aquele que busca, para aquele que espera, para aquele que resigna-se ao ceticismo, há salvação, de fato. Como nada é permanente, vosso estado atual não permanecerá deste modo.

O amor é o sentimento mais puro que poderia existir. Quando amamos de coração, da alma, nada nos alegra mais do que ver o amado regozijar-se com seu sucesso, trilhando o caminho almejado. Da mesma maneira, não somos tomados de tristeza quando vemos aquele que amamos recair no erro, persistir no mesmo? Sobretudo, não insistimos em auxiliá-lo? Tal é como agem os espíritos que vos acompanham. Não estão só, e é disso que vim reforçar. Este amor, que nada exige em troca, motiva vossos amigos e irmãos do plano daqui, do espiritual. Incontáveis colônias agem sobre vossa orbe terrestre a fim de impedir e rechaçar que as trevas recaem sobre vós. Amigos “extraterrestres” vem a vós por caridade e com muita vontade e amor amparar-vos. Auxiliam-vos mesmo “invisíveis” ao vosso olhar da carne.

Nas cidades douradas, estamos todos atuando prontamente a vosso favor. É bem provável que não colheríeis o resultado agora, mas as mudanças em andamento costumam prosperar os maduros frutos apenas subsequentemente. Daqui, observamos vós. Ciganas carregam a mensagem, caboclos atuam neste plano em conjunto com todas as entidades que se ajustam na roupagem fluídica de acordo com a necessidade. A luz é a mesma que brilha sobre vós e estes queridos guerreiros. Nisto, há constância. E o amor é imutável. 

Hoje, dou início a este tipo de trabalho para vos instruir a respeito do que ocorrer nos planos espirituais. Há diversos, uma pluralidade de encantar vossos bons corações, pois infinito é o auxílio a vós prestado como também nas outras orbes que requerem nossa atenção: Mercúrio, Vênus e Plutão, além da Terra é claro, estão em grande necessidade de transformação.

No mais, digo-vos que a constelação celeste envia os mais ternos mensageiros a cada um de vós que, antes de encarnar, fostes doutrinado para esta missão. Cada um de vós sabeis vossas dificuldades, mas a força está na fé e em superá-la. Não desistíeis agora, meus caros confrades! Isto é inspiração dos que não aceitam nossa ajuda e, para tanto, aspiram a derrubar-nos. Mas o amor a tudo vence, disto não vos preocupeis.

Dito isso, creio que minha mensagem principal foi dada. É hora, portanto, de elucidar-vos sobre a cidade dourada. Ela remete muito à Índia dos tempos de ouro, mas somente em aparência é que produz tal associação. Os belos palácios que a médium viu são locais de reabilitação aos espíritos necessitados e que buscam nossa ajuda. Ali, são instruídos por cada entidade que atua sob a autorização dos mestres ascensionados. Doutrinação espiritual ocorre para prepará-los a fim da missão desempenhada, seja ela nos planetas mencionados ou em outros sistemas que por vos sois desconhecidos.

Nas cidades douradas, não há somente palácios, mas outras edificações, “moradas” para os espíritos como seria “Nosso Lar” que o espírito André Luís vos instruiu a respeito. Nestas, estão guardiões responsáveis por eles, atuando quase como da mesma maneira entre os “exus” da umbanda e os “anjos da guarda” na Igreja Católica, embora não sejam definidos como tais de acordo com a denominação de Kardec. São entidades moralmente adiantadas, de fato, mas não a ponto, se é possível fazer comparação, de serem arcanjos. Aqui, na verdade, há alguns que optaram por permanecer neste ato por vários motivos, mas que já receberam a bênção de São Miguel. É uma pluralidade muito positiva de constatar e que cada um de vós podeis aspirar a chegar.

Como vos disse, “cidade dourada” não é diferente de uma “cidade” tal qual a compreendeis. Ela possui sua função de receber os mais diferentes espíritos aqui, numa atuação de colônia. Vibra, é verdade, sob a égide de Mestre Lanto, pois muitos dos que aspiram ao conhecimento genuíno e sem qualquer motivação carnal, são recebidos por ele. Isto contudo, ressalto, não impede que outros espíritos aqui chegam. Conto que, uma vez, desceu um irmão ainda embrutecido ao centro espírita de vossa orbe com a intenção de fazer os médiuns mistificarem. Sua índole era “má”, se é que possamos adjetivá-lo desta forma, e, portanto, prontificava-se a atrapalhar aquela reunião séria. Inspirou mesmo determinados preconceitos que uma das médiuns em questão vinha trabalhando para domar. Em resumo, tentou de tudo o que era possível impedir a realização da caridade. Foi preciso que uma preta velha se aproximasse através da “presidente” da associação e interferisse tudo aquilo. Como resultado, doutrinou este espírito “brincalhão” (ou, na linguagem popular, poltergeist) e o levou para cá. Aqui, na cidade dourada, o levamos ao hospital onde recebeu uma “internação”, isto é, para ser curado dos males que o afligia, ele deveria se submeter aos tipos de cuidado.

Bem, seu nome, direi, era Osvaldo. Ele era um espírito do Antigo Egito que, não obstante algumas encarnações depois desta, foi “malsucedido” em seus processos de obsessão. Em outras palavras: cometeram um mal com ele naquela encarnação antiga, e por mais que se tivesse feito todo um trabalho espiritualmente antes de suas duas encarnações posteriores a fim de fazê-lo entender o que se passava, o rancor permanecia. Tanto que nestas últimas vivências, matou duas vezes aquele a quem tinha lhe feito mal naquela vivência egípcia. Podeis imaginar que, mais recentemente, a médium “preconceituosa” foi a vítima de Osvaldo precedentemente, mas por mais que se esforçasse em mudar seus trejeitos, ele permanecia como “pedra no sapato”. No entanto, neste dia que a preta velha chegou, não ao terreiro umbandista, mas ao centro kardecista, Osvaldo aquiesceu. Uma vez por aqui, a preta velha lhe ouviu tudo o que incomodava aquele ser. Quanto se arrependera, de fato, mas faltava-lhe orientação para desprender-se daquele rancor. A preta velha o assistiu se ele assim quisesse e, bem, posso assegurar ao leitor que atualmente ele está atuando como guardião desta médium nesta cidade, situada no plano espiritual.

Como falei, esta cidade, embora regida pela vibração do nosso amado mestre Lanto, não impede que outras entidades necessitadas sejam auxiliadas. Seria contraditório com as leis do Pai se isto não se sucedesse. A música que toca aqui não há comparação que a possa ilustrar para vós, mas é de uma beleza encantadora de fato. Atualmente, em vossa orbe, há estudiosos que concebem a melodia “clássica”, por exemplo, como principal fator de ajuda para autistas. Outros também apresentam uma pesquisa que indicam a música como auxiliador dos que sofrem de malásias mentais. Nas cidades douradas, ela atua precisamente com esse efeito. Nos hospitais, principalmente nas câmaras reservadas aos que cometeram o ato de tirar a própria vida, elas têm atuando como um remédio, acalmando a mente e fazendo com que o espírito se concentre em si mesmo para se desprender de suas dores. Deste processo, resulta o esclarecimento espiritual desempenhado por cada guia daquele ser. Ela também funciona como terapia (por certo reconhecerão, espero, o termo cada vez mais em uso na Terra que é ‘musicoterapia’) para outros acometidos por doenças como câncer, esquizofrenia, Alzheimer, entre outras.

Há escolas para as crianças, locais de reunião. Neste sentido, talvez seja possível comparar, para melhor associação ao leitor, ao formato das cidades gregas. Platão, em sua breve estadia por aqui, lecionou para os infantes. Os locais de reunião costumam ser regidos segundo as necessidades dos guias daqueles espíritos que ali habitam. Alguns reencontram parentes de vidas pregressas, outros se apresentam para debater algo em grupo, filosofia costuma ser o principal. E não digo a filosofia clássica, mas a da vida: os ensinamentos de Cristo por todas as perspectivas, sejam elas terrenas ou não. Oras, penseis mesmo que aqui habitam apenas os desencarnados da Terra? Novamente sou obrigado a pontuar que não sois as únicas existências planetárias em um largo sistema criado pelo Pai.

Na espiritualidade, nossa principal missão é o amor. Aonde quer que os espíritos em melhoramento se encontrem, nós iremos a eles para instaurar este sentimento a fim de auxiliá-los a reencontrarem a si mesmos. A insegurança constitui, muita das vezes, o pilar de tantos outros sentimentos que sacodem vossos espíritos. Alguns dentre vós chega a nós em busca da apometria porque está enraizada em vosso períspirito. Aqui, na cidade dourada, não há distinção no tratamento direcionado aos filhos do Pai. O amor, volto a dizer, é nossa força-motriz. Psicólogos (há vários de acordo com as suas linhas de trabalho) também atuam aqui. Há os “não-tradicionais” que agem dentro das moradas dos espíritos fora do hospital espiritual. Para tudo, uma necessidade, um motivo. Nada sai sem explicação.

Carrego aqui outro exemplo comigo. Maria Lourdes, de 35 anos, sofria de depressão em sua última encarnação, por volta dos anos 1960 (segundo a vossa concepção terrena). No entanto, era uma depressão atípica, por assim dizer: ajudava a todos que precisavam e cumpria com louvor todos os afazeres. No entanto, um vazio percorria-lhe a alma e, embora valorizasse a vida, este nunca realmente desapareceu. Quando desencarnou, viu-se em algo próximo ao “umbral”, mas não da maneira como a ficção televisiva vos costuma ilustrar. Seu guardião chamado Lucius lhe disse da seguinte forma:

“A senhora não pensou em vós mesma, permitiu-vos se afundar em certo suicídio indireto. Não valorizou vossa vida, vossos pensamentos, ao contrário, fugiam para a escuridão que de outras vidas vos assombrou.”

O que este moço quis dizer? Fora suicida, de fato, mas não sobrepôs as dificuldades psicológicas de outrora. Não obstante, seu merecimento (pelas boas obras, pelo amor dado sem troca aos outros, em suma, pela caridade) a fez com que fosse transferida para cá. Na cidade dourada, foi esclarecida e seu espírito atuou prontamente em tudo o que lhe fosse necessário. À luz do sol que aqui banha a todos, a escuridão interna se dissipou. Ela compreendeu que o amor de Cristo vale para vós próprios também. É claro que há uma diferença entre amor-próprio do egocentrismo. E como diferenciar um do outro?

Quando luteis pela vossa liberdade, quando se desvencilheis das amarras da carne para atuar na caridade, para libertar o vosso irmão, estás, sem dúvida, seguindo as leis de Cristo, as leis do Grande Pai. Entretanto, e vós? Permitíeis com frequência que as amarras dos outros escravizem vossos corações. Relegais a “outra encarnação” o que poderia ser resolvido hoje. Cada um com sua individualidade, por certo, mas recordeis do que falei de início? Respeitais o livre-arbítrio do outro, mesmo que ele insista em permanecer na caverna de Platão. Por que não respeitais a vossa também? Não sois livres para amar tanto quanto o faz com os outros?

Amor, como falei, nada tem a ver com posse. Vem de dentro para fora. A caridade precisa ser praticada convosco também. Aceitem vossos sentimentos, quaisquer que eles sejam, para que os mesmos não vos subjuguem. Nada é permanente, tudo é passageiro. Sois amor, sois a Palavra! Lutero, há muito tempo, incentivava que a Palavra de Deus fosse pregada sem o uso das armas. Os tolos, é claro, o interpretaram segundo suas limitações bélicas, mas refaço uso de suas intenções.

Se sois a Palavra de Deus e a pregueis através da prece quando nos outros, por que não fazeis o mesmo convosco?  Para os que buscam, solução há! Demonstrei dois casos que, segundo vossas concepções terrenas, representariam um “horror” do tipo de humano. Ao menos o primeiro. O segundo provocaria “horror” por que quem presumiria que uma boa pessoa pudesse sofrer de depressão? Ambos foram curados. Hoje em dia, atuam na luz e seguem firmes na evolução do Pai, aprimorando-se sob suas leis. Por que com vós serieis diferente?

O amor a tudo cura, o amor a tudo vence. Penseis mais em como tratais vós mesmos, aceitando migalhas dos que presos à matéria estão. Amai-vos como vossos guias vos amam. Aceitem mais, refutem menos. Em um de meus trabalhos pregressos, Cristo ao meu lado esteve para comunicar que não é somente Ele o que possui a Palavra, mas todos vós poderíeis sê-lo, se já não sois!

O caminho aberto será vos dado, aumentem vossas vibrações. Nada é impossível, isto não existe. Amais-vos como o Pai vos ama. Aceitais vossas imperfeições e entendais que não sois por elas definidas. Costumo dizer que se Nero pôde se tornar Gandhi, o que um ser em adiantamento poderíeis se tornar?

Esquecei-vos de que a fé racionalizada não implica no excesso de ceticismo, tampouco permite a velha crença de “só acredito vendo” que muitos de vós praticam ainda que se vos perguntasse diretamente sobre isso, direis que não. O Pai não vos aparece encarnado, e, no entanto, não credes Nele? Não sabeis que Ele existe e que a tudo vê, a tudo sente, em tudo está? Contudo, Ele está “invisível” aos vossos olhos da carne. Ainda assim, a existência é perceptível. Por que, segundo a lógica, torna difícil crer em outras existências, em espíritos de luz que atuam ao vosso lado? Preciseis de prova material? Amados irmãos, filhos queridos do Pai, sois como Ele, de partícula divina! Por que deixar-vos ser definidos pela matéria?

Desapeguem disto, peço-vos, de ideologias vazias que nada levam, de superficialidades que nada vos acrescentam. A fé é salvadora, e é dela que precisam. Pois junto à fé, vem o amor, a caridade, a Verdade.

Tais ensinamentos procuro propagar aos discípulos que vêm trabalhando comigo tanto aqui quanto lá. Alguns dos encarnados levo à cidade dourada para que possam enxergar com mais clareza daquilo que trato. Contudo, não penseis que isso se limita a um número de escolhidos. Não credes neste conceito bobo de predestinação. Todos vós sois destinados às grandezas se assim desejarem. Por tempo maior que demorar, afinal, não há pressa, isso ocorrerá. Permita-vos aceitar o que digo.

Amais vos uns aos outros... mas como amai a vós mesmos.

Que a Paz esteja convosco, meus filhos.

Em breve, retomarei.

Assinado por Saint-Germain."

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Chamado ao Amor por Mestre Rowena

 Aos quatro dias de janeiro do ano de 2022.

Nota do guia de Ogum: "Meus caros irmãos em Cristo, eu os saúdo a todos. Neste novo ano, retomamos parcialmente as atividades espirituais que esta ferramenta tecnológica tão bem nos é útil.  Assim sendo, espero que a mensagem a ser publicada possa chegar a todos de mente e coração abertos para apreender mais um dos ensinamentos de Cristo que os nossos irmãos espirituais vêm nos trazer. Rogo a todos um excelente início de ano e recordo-vos de que o serviço abnego é uma das melhores ferramentas que nos aproximam do Pai que tudo vê, tudo sabe. De vosso amigo, George."


“Amados irmãos e irmãs da Terra, nós, da Grande Fraternidade que, sob a luz de Cristo, viemos a vocês, os saudamos. Venho diretamente por intermédio desta que transcreve minhas palavras para dar a todos as boas vindas ao ano que chegou.

Nas labutas do dia-a-dia, sejam elas de grau maior ou menor, oportunidades de redenção os aguardam. Ser útil ao próximo, sobretudo às pessoas com quem temos mais divergências do que convergências, é grande tarefa para muitos dos encarnados. Todavia, em prol do materialismo, ela é esquecida. As crenças limitantes têm cegado a tantos diante disso. O que é o amor, se não devotamento puro, máxima expressão de misericórdia e compaixão divinas? O amor nos urge a servir com o coração aberto, a perdoar, a esquecer as faltas, a jamais julgar o crime, o pecado cometido pelo próximo... Na sabedoria interna que, sem exceção, todos possuem, o caminho que leva ao Redentor é fácil, tranquilo, simples: amar uns aos outros como ele veio nos amar também.

Diferenças existem e é importante que assim existam, uma vez que elas ressaltam nossas individualidades. Refiro aqui, naturalmente, às diferenças sadias que nos cabe respeitar individualmente: pontos de vista, crenças, pensamentos que possam nos inspirar algum grau de julgamento. Meus mui amados amigos, vocês optam por causar desavenças em vez de acolher e amar. Por que permitir que a matéria interfira sobremaneira? Por que mentir e ferir o próximo quando podiam amar e aceitar o outro como ele é?  Do que vale o orgulho diante do sorriso de uma criança, da mansidão de um bom coração? Do que vale o egoísmo ante o abraço e o consolo de quem amamos? Todos são capazes de amar, e o amor a tudo redime! Mas como estão amando? Como amam vocês mesmos? Como têm se tratado? Como amam o próximo? Muitas das vezes, nós nos autoenganamos, buscamos fugir de nossa consciência a fim de amenizar o erro cometido. Mas isso é criar uma bolha de ilusão. Por que viver de ilusões? Por que não amar? Se conseguem amar a mais pequenina coisa, também são capazes de amar ao próximo.

Mas não se esqueçam, eu peço, de olhar para vocês mesmos neste processo. Eis aí o caminho para a cura. Não é se envergonhar do passado, do que foi feito, do “crime” cometido... É aceitar o erro e, agora compreendendo-o, perdoando-se por isto. São filhos de Deus. E o Pai jamais os abandonaria. Não contam com vocês o anjo guardião, que silenciosamente vela e os aconselha por intermédio da voz que fala em seus corações? E os mestres que os acompanham? Os guias, os amigos espirituais que estão a todo instante com vocês? Ora, não há nenhuma solidão aqui. Nenhum castigo, nenhum desamparo. “Pedis e obtereis”, “Buscais e encontrareis”. O amor é o Caminho, a Verdade, a Vida.

Neste ano que ainda está começando, venho exortá-los com carinho a amarem ainda mais. Amem-se para que possam amar os outros com gentileza, bondade e candura. Alimentem essas virtudes, pois assim os vícios se dissiparão. Perdoem, pois quem de nós não errou? Se, no outro lado da vida, ao nos depararmos com o “juízo final”*, não haveríamos de buscar o amor do Pai Celestial e pedir perdão pelo que foi feito ou deixado de fazer, por que não fazê-lo agora?

Amem, perdoem, alimentem essas esperanças que habitam dentro de vocês. Cada um é completamente capaz de criar suas realidades. Que dizia Jesus, nosso mestre iluminado, sobre este assunto? “Sois todos deuses, podeis fazer o que faço e muito mais”. Pensamento é vida. Orem e vigiem-se. A reforma íntima é menos dolorosa no jugo do Senhor, que é leve, e cheia de infinito amor. Amem, meus irmãos e minhas irmãs. E lembrem-se: se a dúvida bater, elevem seus corações ao Senhor. E não se esqueçam de que nunca estiveram sozinhos. Recordem da parábola do filho pródigo: pois como aquele que retorna ao seio do pai e é revestido de recompensas, são também filhos do Pai que os criou, enviados a longa distância para o trabalho. Todavia, o retorno valerá a pena. O amor, recordo, nos leva a Ele. Deixem que Ele os ame como são e a coragem para as provas da vida será fortificada.

Com isso, transmito estas palavras a fim de encorajá-los para este novo ano. Estou, como também estão meus irmãos em Cristo, com todos neste momento. Coragem, sim, mas amem sempre. Que Deus os acompanhe nesta jornada, meus queridos. Que os sete raios os envolvam na luz do Senhor.

Rowena.”

*Nota do guia de Ogum: "Para os que desconhecem o significado do juízo final, explico: não se o entende tal como as Igrejas Católica e Protestante pintam em seus dogmas, mas no simples fato de que, no desencarne do espírito, quando a matéria encerra suas atividades, ele se depara com sua própria consciência. É ela que determina seu estado espiritual e as companhias que o acompanharão no outro lado. Mas isto é um assunto para outra oportunidade."

Contos de Nanã, vol.1--Nas Areias Do Cairo, pelo Espírito X.

Nota da guia de Nanã: "Caríssimos amigos, irmãs e irmãos na Terra. Em nossa longa caminhada espiritual, habitamos inúmeras moradas do P...